Quem é a ‘Japa do PCC’, que levava vida luxuosa e movimentou R$ 35 milhões

Japa do PCC é dona de mansão, costumava fazer viagens internacionais e ostentar uma vida luxuosa

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa, de 37 anos, movimentou R$ 35 milhões após a morte de seu marido, o ex-líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Wagner Ferreira da Silva. Essa afirmação surge após uma investigação realizada pelo Ministério Público de São Paulo.

Japa do PCC é apontada como parte do esquema de lavagem de dinheiro Japa do PCC é apontada em esquema de lavagem de dinheiro – Foto: Reprodução/Polícia Civil/ND

Segundo o MP, a “Japa do PCC” desfrutava de uma vida luxuosa, com viagens sofisticadas e um patrimônio milionário, características que compunham a rotina da herdeira da facção, até então sob o comando do marido.

Ela também é apontada como líder de um esquema de lavagem de dinheiro dos negócios da facção em Santos, Cubatão, na cidade de São Paulo e no Guarujá. No entanto, é importante ressaltar que ela alega inocência.

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A Japa foi presa em 8 de fevereiro durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em seu apartamento no Jardim Anália Franco, um bairro nobre da zona leste da capital paulista.

Casa luxuosa da Japa do PCCCasa da Japa do PCC – Foto: Reprodução/Polícia Civil/ND

Duas semanas após a prisão, ela recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.

Durante a busca no apartamento, os agentes da polícia encontraram duas malas contendo R$ 1.039.600 em espécie e cerca de 50 mil dólares (equivalente a R$ 250 mil).

Também foram apreendidos documentos, o celular da mulher, um iPhone 14, e um carro Audi Q3 registrado em nome de uma tia de Karen.

Investigação do MP contra a Japa do PCC

Em uma declaração feita perante a Justiça paulista, o Ministério Público de São Paulo alega que a conhecida “Japa” do PCC assumiu o controle dos bens pertencentes a “Cabelo Duro”, apelido do ex-marido, e estabeleceu uma empresa com o objetivo de ocultar os lucros provenientes de atividades criminosas.

Segundo o MPSP, houve um aumento significativo do patrimônio de Karen através da transferência de bens pertencentes a Cabelo Duro, que estavam “escondidos”.

Além disso, ela teria começado a oferecer serviços a outros membros da facção criminosa. De acordo com as autoridades, Karen e seu irmão movimentaram cerca de R$ 35 milhões após a fundação da KK Participações. Há também suspeitas envolvendo o pai dela nesse esquema ilícito.

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