Quem é a mulher vítima de latrocínio e possível estupro em Itajaí

Amanda Regina Samuel de Souza, de 40 anos, teve a casa invadida e foi morta por um homem no início da manhã desta segunda-feira (8); polícia suspeita que mulher tenha sofrido estupro

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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Foi identificada como Amanda Regina Samuel de Souza, de 40 anos, a vítima de latrocínio – roubo seguido de morte– no início da manhã desta segunda-feira (9). Ela teve a casa invadida e foi morta por um homem ainda não identificado, a polícia investiga também possível estupro.

Câmeras de segurança flagraram ação do suspeito durante a madrugada, ele tentou furtar alguns carros estacionados – Vídeo: Arquivo ND/Reprodução

A DIC (Divisão de Investigação Criminal) da Polícia Civil de Itajaí trabalha com a linha de Latrocínio e suspeita que a mulher foi vítima de estupro. Ela foi morta a a facadas.

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Por volta das 5h da madrugada de segunda-feira, imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito andando pela rua, em frente ao prédio onde a vítima morava.

Ele vai e volta várias vezes e até tenta arrombar alguns veículos que estavam estacionados na rua. Mais tarde, essa câmera flagrou o homem subindo pelo muro do prédio. Ele entra e vai em direção a escada de acesso aos apartamentos.

Cerca de uma hora e meia depois, ele deixa o local andando de bicicleta como se nada tivesse acontecido. Ao longo do dia, os vizinhos de Amanda suspeito da ausência da vizinha e notam manchas de sangue nas janelas, por isso, decidiram acionar a polícia.

Vítima morava sozinha

Amanda morava sozinha no apartamento há cerca de dois anos e meio. Conforme os vizinhos, ela saía todos os dias cedo pra trabalhar. Como na manhã de segunda eles não viram movimentação nem mesmo do carro dela, ficaram desconfiados que alguma coisa tinha acontecido.

Quando vieram mais perto perceberam que tinha marca de sangue na janela. Foi então que resolveram chamar a polícia.

Homem ficou cerca de 2 horas na casa da vítima – Vídeo: Arquivo ND/Reprodução

Mulher foi morta após casa ser invadida

De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima foi encontrada morta dentro da própria casa, em um condomínio. Os vizinhos acionaram a polícia após suspeitar da ausência de movimentação na casa da vizinha ao longo de todo o dia.

Um dos vizinhos notou que alguns objetos foram furtados da casa dele na última madrugada, no entanto, ninguém havia notado movimentação atípica ou de alguém suspeito pelo condomínio.

Equipes da Polícia Científica e Civil foram acionadas e estiveram no local. Até o momento do encerramento da ocorrência pela guarnição PM não havia confirmação das causas da morte, tampouco identificação de algum suspeito.

Câmeras de segurança flagraram a ação do suspeito, que forçou carros estacionados na rua, até pular o muro do condomínio de casas.

“Estupro não é descartado”

De acordo com o comandante Ciro, do 1° Batalhão de Polícia Militar, ao longo desta segunda-feira foi realizadas buscas para tentar localizar o suspeito e esclarecer o crime, mas sem sucesso.

A Polícia Militar não medirá esforços para encontrar o autor, mas agora o trabalho é muito mais em conjunto com a Polícia Civil e Polícia Científica para o levantamento de informações”, destacou Ciro.

Há ainda a suspeita de que o homem vivia em situação de rua, porém a Polícia Militar não confirma essa informação. O homem teria entrado no condomínio por volta das 4h50 para cometer furtos e partiu por volta das 6h30.

Após cometer furtos, homem invadiu, matou e estuprou mulher na casa dela, no bairro Fazenda – Foto: Reprodução/NDApós cometer furtos, homem invadiu, matou e estuprou mulher na casa dela, no bairro Fazenda – Foto: Reprodução/ND

Ao longo das tentativas, ele foi forçando a janela de alguns apartamentos e cometeu um furto de celular e carteira, antes de entrar no apartamento da vítima pela janela da cozinha.

A DIC da Polícia Civil de Itajaí está investigando o caso. A morte, a princípio, decorreu de facadas e há indícios, ainda não confirmados, de possível violência sexual.

O caso está sob atribuição da DIC e no momento não podem ser divulgados maiores detalhes sobre a apuração dos fatos.