Quem é Silvinei Vasques, ex-diretor geral da PRF preso em SC

A prisão preventiva do ex-diretor da PRF foi determinada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por suspeita de interferência no processo eleitoral de 2022

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Redação ND Florianópolis

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Silvinei Vasques, de 48 anos, é ex-diretor geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e foi preso na manhã desta quarta-feira (9) em Florianópolis. O ex-policial federal foi diretor-geral da PRF entre abril de 2021 e dezembro de 2022.

Vasques teve a prisão preventiva decretada pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes por suspeitas de interferência nas eleições presidenciais de 2022.

Silvinei Vasques foi preso na manhã desta quarta-feira Ex-diretor Geral da PRF foi preso na manhã desta quarta-feira (9) em Florianópolis – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/ND

O policial fez parte da PRF desde 1995, onde exerceu um número de funções de comando. Entre elas estão o de superintendente em Santa Catarina, secretário municipal de segurança pública em São José (sob a administração de Elias Fernando Melquíades (PSL), e superintendente no Rio de Janeiro.

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Formação acadêmica

Vasques é graduado em ciências econômicas pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e direito pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí). Fez ainda administração empresarial na UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) e segurança pública pela Unisul.

O policial é também especializado em gestão organizacional pelo Centro Universitário de Maringá, mestre em administração pela Universidade Uniatlantico, na Espanha, e doutor em Direito pela Universidade Católica de Santa Fé, na Argentina.

Além da formação em universidades, Vasques é especializado em operações policiais na escola da Swat, nos Estados Unidos.

Denúncias contra ex-diretor da PRF

A denúncia contra Silvinei Vasques começou no dia 9 de novembro, quando ele e o Ministro da Justiça Anderson Torres foram convocados para prestar esclarecimentos sobre as operações de blitz durante as eleições de 2022. No dia seguinte, Vasques começou a ser investigado pela PF (Polícia Federal).

No dia 11, o MPF pediu que a PF começasse a ouvir a alta cúpula da PRF. Segundo o wikipedia, a investigação foi pedida por membros da 2.ª e da 7.ª Câmaras da PGR (Procuradoria Geral da República), e foi conduzida pela Superintendência da PF no Distrito Federal, abrangendo os supostos pedidos de voto de Silvinei para Bolsonaro, prevaricação, violência política e omissão.

Defesa

Em junho, Silvinei Vasques foi ouvido na CPI que investiga os atos de 8 de janeiro. Na data, a tensão predominou o depoimento do ex-diretor.

Silvinei levou dados da operação da PRF feita no dia do segundo turno das eleições, mas a veracidade dos números foi questionada pelos parlamentares. O senador de Santa Catarina, Espiridião Amin (PP-SC), titular da CPMI, foi um dos parlamentares que questionou o depoente sobre a fonte das informações. Ele citou o sistema da própria PRF.

Silvinei Vasques também foi perguntado sobre a proximidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. A relatora da CPMI, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), lembrou de uma publicação feita por Vasques nas redes sociais, antes das eleições, pedindo apoio para o então presidente.

“Eu postei a bandeira do Brasil e começaram algumas críticas da imprensa, fui lá e apaguei. Mas era minha rede social em um sábado que estava de folga, com meu celular e usando a minha internet”, disse o PRF.

O PRF aposentado também foi questionado sobre porque descumpriu a ordem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para não realizar operações no dia 30 de outubro de 2022. Ele leu um documento afirmando que ele cumpriu a decisão, mas voltou a dizer que são 13 mil policiais no país.

O portal ND+ entrou em contato com a defesa de Vasques na manhã desta quarta-feira (9), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem às 9h. O espaço segue aberto.