A prisão do miliciano conhecido como Zinho foi comemorada na manhã deste domingo (25), no Rio de Janeiro. A ação foi resultado de uma operação conjunta envolvendo a Secretaria de Segurança e a Superintendência da Polícia Federal.
Este criminoso, que estava foragido desde 2018, acumulava 12 mandados de prisão emitidos pela Justiça. Com a prisão, o nome do miliciano chegou a ser um dos mais falados do Brasil na internet.
Preso neste domingo, Zinho estava foragido desde 2018 – Foto: Reprodução/R7/NDApós se apresentar à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro na noite desta véspera de Natal, Zinho — considerado inimigo número 1 do estado — foi conduzido ao IML (Instituto Médico Legal) para exames de corpo de delito.
SeguirDepois, ele seguiu para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Segundo as autoridades, a prisão foi negociada entre os defensores do miliciano, a PF e a Secretaria de Segurança Pública do estado.
O governador do estado, Cláudio Castro, comemorou a prisão de Zinho, dizendo que “essa é mais que uma vitória das polícias e do plano de segurança, mas da sociedade”.
O chefe do executivo do Rio também disse que o êxito de operações como esta na desarticulação do crime organizado mostra que o estado está no caminho certo.
Nas redes sociais, o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Capelli, também se manifestou sobre a prisão. “Parabéns à Polícia Federal. É trabalho, trabalho e trabalho!”.
A comemoração da prisão de Zinho:
A PF prendeu hoje, dia 24 de dezembro, no final da tarde, o miliciano mais procurado, líder da milícia que domina a zona oeste do Rio de Janeiro. Parabéns à @policiafederal ! É trabalho, trabalho e trabalho.
— Ricardo Cappelli (@RicardoCappelli) December 25, 2023
Quem é Zinho?
Com 44 anos, Zinho já constava nos registros do Disque Denúncia, sendo procurado por crimes como porte ilegal de armas, organização criminosa e associação criminosa. Sua entrega representa um desdobramento significativo nas ações de combate à criminalidade na região.
O miliciano ganhou notoriedade ao liderar a milícia mais influente na Zona Oeste do Rio por pouco mais de um ano, assumindo o posto após a morte de seu irmão, Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko.
Em uma operação realizada este ano na residência de Zinho, as autoridades apreenderam aproximadamente R$ 125 mil em joias e relógios. Curiosamente, o miliciano não estava presente na propriedade avaliada em R$ 1,5 milhão.
Além das atividades criminosas, a milícia liderada por Zinho também se envolve na exploração de saibro, um negócio do qual Luís Antônio seria responsável desde antes de assumir a liderança do grupo. Essa faceta adiciona uma camada adicional à complexidade das atividades ilegais sob seu comando.