Helenita Pereira da Silva, de 56 anos, morreu soterrada após a explosão do prédio em que morava há pouco mais de 15 dias, no bairro Jurerê, em Florianópolis. Vítima da tragédia desta terça-feira (25), ela ficou presa sob os escombros e foi localizada após quase 12 horas de buscas, por volta de 22h30.
Helenita Pereira da Silva, de 56 anos, ficou desaparecida por mais de 12 horas até ser encontrada entre os escombros – Foto: Reprodução/Redes SociaisNatural de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, Helenita morava na quitinete com o namorado, que acompanhou as buscas durante todo o dia, ao lado cunhada, irmã da vítima, e das duas filhas de Helenita. Segundo o vizinho Alisson Natan Bastos, de 25 anos, que a conhecia de vista, ela era simpática. “Fazia pouco tempo que tinha se mudado, coitada”.
A amiga de Helenita, a aposentada Carolina de Almeida, de 69 anos, a conhecia há cinco anos. Ela contou que chegaram a se falar mais cedo naquele dia. “Ela me mandou uma mensagem de bom dia, eu respondi, mas ela não chegou a receber”, conta.
SeguirDe acordo com o seu perfil nas redes sociais, Helenita trabalhava na Loterias Caixa desde 2019, na Capital. Internautas se solidarizaram: “Meus sentimentos aos familiares e amigos! Deus os console!”, dizia uma das mensagens em seu perfil.
Outra amiga publicou “minha amiga, você passou por tantos perrengues e superou tudo mas, infelizmente, hoje você nos deixou. Que morte cruel”. E completou: “vai em paz, minha amiga querida, te amo, muito. Um dia vamos nos encontrar.”
O que se sabe até o momento
A explosão no edifício de dois andares, em Jurerê, no Norte da Ilha de Santa Catarina, ocorreu por volta das 8h30 desta terça-feira (25). A principal suspeita dos bombeiros é de que a explosão, que transformou a casa “em uma espécie de sanduíche”, tenha sido causada por um vazamento de gás. O local será periciado para confirmar a hipótese.
A família de Helenita foi chamada para auxiliar as equipes a distinguir os cômodos do apartamento da vítima.
As buscas iniciaram pela manhã, inclusive com o auxílio do binômio – dupla entre bombeiro militar e cão de resgate – cabo Valdeley e o cão Marley, do 10º Batalhão. A força-tarefa também passou a utilizar maquinário para tentar localizá-la, o que avançou até o fim da noite, por volta de 22h30.
O Corpo de Bombeiros Militar trabalhou com a possibilidade de encontrar Helenita viva, apesar da falta de contato sonoro durante todo o dia.
Conforme a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros Militar, houve a interdição de dez quitinetes da propriedade. Dentre elas, quatro colapsaram. Outras seis estão interditadas temporariamente.
Segundo último balanço, há 11 pessoas desabrigadas. Destes, sete foram para um hotel com auxílio da prefeitura.
Edifício não tinha alvará de funcionamento
Os bombeiros realizam, durante esta quarta-feira (26), a perícia no complexo habitacional, que era dividido em duas unidades com quitinetes e não tinha alvará de funcionamento, segundo os bombeiros.
Por enquanto, “não é possível afirmar sobre o estado de segurança da edificação”, informou o tenente Thiago Sarraff, do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina).