Quem era o radialista encontrado morto em SC: ‘um ser humano como poucos’

Paulo Ricardo Ferreira foi encontrado morto com sinais de violência perto de um carro incendiado na tarde de domingo (24)

Juliane Guerreiro Joinville

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Dois dias após a morte do radialista Paulo Ricardo Ferreira, o clima ainda é de choque e consternação na cidade de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina. Paulinho, como era chamado, era muito conhecido pela ligação com a política e a comunicação na região.

Carro ainda estava em chamas quando os bombeiros chegaram – Foto: CBM/DivulgaçãoCarro ainda estava em chamas quando os bombeiros chegaram – Foto: CBM/Divulgação

O corpo dele foi encontrado com sinais de violência perto de um carro incendiado, que pertencia a ele, na tarde de domingo (24), no Parque de Exposições Ouro Verde. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que o radialista tenha sido atingido na cabeça por algum objeto.

O caso segue sendo investigado pela polícia e ainda não há informações divulgadas sobre suspeita de autoria ou motivação do crime. Paulinho foi velado na Capela Mortuária de Três Barras e sepultado no cemitério da cidade na tarde de segunda-feira (25).

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“Alegre e prestativo, um ser humano como poucos”

Xará de Paulinho, o amigo Paulo Basílio o conhecia há cerca de dez anos. “Ainda é muito estranho falar dele sabendo que não está mais aqui. Foi uma morte muito triste, ficamos muito em choque”, conta.

Paulinho era coordenador da Rádio UnC FM e do portal Você Notícias, além de colunista do Jornal Correio do Norte. Além disso, também se dedicava à política, onde conheceu o amigo Basílio.

Paulinho era conhecido pela atuação na comunicação e na política – Foto: Reprodução/InternetPaulinho era conhecido pela atuação na comunicação e na política – Foto: Reprodução/Internet

“Ele era um gênio na questão de marketing político e conseguia humanizar a campanha. Tinha estratégias inteligentes, sempre muito propositivo, com sacadas que só ele tinha”, relembra Basílio.

O bom humor logo fez com que a relação profissional virasse amizade. “Não demorou uma hora para a gente se tornar amigo. Ele era muito astral, alegre, prestativo, um ser humano como poucos”.

Também era admirado pela forma eficiente de comunicar nos diversos veículos de imprensa em que trabalhava. “Era um grande comunicador. Tinha o dom de ser entendido e se portava de maneira séria, imparcial e coerente”, fala o amigo.

Na segunda-feira, emissoras de rádio da região prestaram um minuto de silêncio como homenagem ao colega. A Universidade do Contestado e a Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão) também prestaram homenagens ao comunicador.

ACAERT lamenta morte do radialista Paulo Ricardo FerreiraProfissional da UnC FM, de Canoinhas, foi encontrado morto…

Posted by Acaert on Monday, July 25, 2022

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