O principal suspeito do brutal feminicídio no bairro Brilhante, em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina, não foi mais visto desde o dia do crime, no último sábado (23). Ainda não há um mandado de prisão contra o homem, companheiro da vítima.
Beatriz Soares de Paula tinha 39 anos e morava com o companheiro há cerca de três meses. No sábado, segundo a PM (Polícia Militar), o homem teria atirado contra a mulher após uma briga do casal. A arma usada seria uma espingarda, mas isso só deve ser comprovado pelo inquérito policial.
Beatriz tinha 39 anos e atuava como costureira em casa – Foto: Arquivo pessoal/NDQuem era a vítima
Beatriz era natural do Paraná e trabalhava como costureira, em casa. Ela tinha quatro filhos: uma menina de 2 anos, outra de 4, uma adolescente de 12 anos e Bruno da Silva, de 22 anos.
Seguir“Queremos que a justiça seja feita”, conta Bruno, que foi quem encontrou a mãe morta. Agora, ele deve ficar responsável pelas irmãs mais novas.
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Filho estava no local
Bruno contou aos policiais que o companheiro da mãe esteve na casa horas antes do crime e havia ameaçado a mulher, atirando na mata atrás da casa dela, afim de intimidar a vítima.
Diante das ameaças, o filho foi até a casa da mãe para ver o que tinha acontecido e os ânimos dos dois pareciam estar mais calmos, por isso voltou para casa, mas minutos depois ouviu mais disparos e voltou de imediato até a casa da mãe, encontrando ela caída no quarto, ainda viva, mas em estado crítico.
Armas foram encontradas em buscas pela PM – Foto: Polícia Militar/DivulgaçãoO suspeito teria fugido para a mata. A PM fez rondas na tentativa de localizar o homem, mas ele ainda não foi encontrado. Em buscas onde o homem atua como caseiro, foram encontradas duas espingardas, calibre 12 e calibre 22, além de sete munições calibre 12.
Não foram encontrados os documentos das armas, as quais foram apreendidas e entregues com as munições na Central de Plantão Policial de Itajaí.