R$ 7 bi: empresas de cobre de SC são alvos de operação contra esquema bilionário de sonegação

Companhias de Jaraguá do Sul e Içara são alvos da Operação Nasir contra esquema fraudulento de venda de cobre

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Uma operação contra esquema fraudulento bilionário de venda de cobre foi deflagrada na manhã desta terça-feira (11). A Receita Federal iniciou as fiscalizações em 31 empresas de cinco Estados. Entre os alvos, duas empresas de Santa Catarina: uma em Jaraguá do Sul, na região Norte, e uma em Içara, no Sul do Estado.

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    Empresas de cobre de SC são alvos de operação contra esquema bilionário de sonegação - Receita Federal/Reprodução/ND
    Empresas de cobre de SC são alvos de operação contra esquema bilionário de sonegação - Receita Federal/Reprodução/ND
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    De acordo com a Receita Federal, o esquema fraudulento investigado pela Operação Nasir envolve vendas de cobre no montante de R$ 7 bilhões - Receita Federal/Reprodução/ND
    De acordo com a Receita Federal, o esquema fraudulento investigado pela Operação Nasir envolve vendas de cobre no montante de R$ 7 bilhões - Receita Federal/Reprodução/ND
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    Empresas de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina e Pará são alvos da investigação - Receita Federal/Reprodução/ND
    Empresas de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina e Pará são alvos da investigação - Receita Federal/Reprodução/ND
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    A investigação ainda procura apurar a existência real de diversas empresas - Receita Federal/Reprodução/ND
    A investigação ainda procura apurar a existência real de diversas empresas - Receita Federal/Reprodução/ND

De acordo com a Receita Federal, o esquema fraudulento investigado pela Operação Nasir envolve vendas de cobre no montante de R$ 7 bilhões. Com o apoio das secretarias de Fazenda dos Estados de São Paulo e de Santa Catarina, a Receita busca desmantelar esse esquema bilionário de sonegação.

Empresas de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina e Pará são alvos da investigação que busca elementos relacionados a operações recentes em toda cadeia produtiva do cobre. O objetivo é encontrar provas que permitam responsabilizar os operadores e beneficiários do esquema.

A investigação ainda procura apurar a existência real de diversas empresas. As inscrições cadastrais de empresas fantasmas serão baixadas para interromper o fluxo de notas fiscais fraudulentas.

Operação Metalmorfose

A Operação Nasir é decorrente da Operação Metalmorfose, deflagrada em 9 de maio, que constatou a emissão de notas fiscais irregulares.

Segundo a Receita Federal, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em diversas cidades de São Paulo e em Joinville, no Norte catarinense, onde os alvos foram três empresas fornecedoras de produtos de cobre pertencentes a um mesmo grupo econômico e dois endereços residências de pessoas ligadas ao grupo.

O complexo esquema no setor de cobre utilizado para a emissão de R$ 17 bilhões em notas fiscais fraudulentas ocorreu de 2018 a 2020.

Operação Nasir continua

A Receita Federal já lavrou autos de infração no valor total de R$ 1,9 bilhão contra as empresas clientes do esquema, assim como de pessoas controladoras.

Segundo a Receita Federal, o nome da operação, Nasir, é uma referência ao tablete de Ea-Nasir, o documento escrito mais antigo da história. Nele, há uma reclamação contra um vendedor de cobre desonesto.

A Operação Nasir é decorrente da Operação Metalmorfose que constatou a emissão de notas fiscais irregulares – Vídeo: Receita Federal/Reprodução/ND

Cidades alvos da Operação Nasir:

  • SP: São Paulo, Santo André, Guarulhos, Mauá, Osasco, Piracicaba;
  • SC: Jaraguá do Sul, Içara;
  • PR: Curitiba, São José dos Pinhais;
  • PA: Santarém;
  • ES: Vila Velha, Serra.

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