Racismo: homem chama segurança de ‘macaco’ em Joinville

Crime de racismo ocorreu em frente a uma casa noturna na região central da cidade

Redação ND Joinville

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Mais um caso de racismo ocorreu em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Um homem de 45 anos chamou um segurança da boate Type de “macaco” no último dia 10/2 (sexta). O crime ocorreu na Avenida Getúlio Vargas, Centro da cidade.

Homem em frente à boate chamou o segurança de “macaco” – Foto: Reprodução vídeo/Divulgação/NDHomem em frente à boate chamou o segurança de “macaco” – Foto: Reprodução vídeo/Divulgação/ND

Segundo revela o vídeo abaixo, o homem começa a atacar o segurança com palavras e, por fim, o chama de “macaco”. O segurança da casa noturna, de 46 anos, chamou a Polícia Militar e relatou o ocorrido.

Segundo a vítima, o autor disse que os funcionários da casa noturna eram ladrões e tinham furtado o carro dele.

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Já o autor relatou à PM que “a motivação inicial foi porque seu carro sumiu e perguntou para o segurança sobre o paradeiro do veículo.”

VEJA VÍDEO:

Flagrante do crime de racismo. – Vídeo: Internet/Divulgação/ND

Diante dos fatos, foi lavrado boletim de ocorrência e anexado o vídeo como prova do crime de racismo.

Segundo o delegado Vandilson Moreira da Silva, o homem foi preso e encaminhado para a audiência de custódia no mesmo dia. Na audiência de custódia, foi liberado sob o compromisso de cumprir medidas cautelares e vai responder pelo crime de racismo (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional).

A reportagem do Portal ND+ tentou contato com a vítima, mas não recebeu retorno. Não conseguiu contato com o autor do crime de racismo.

A boate Type se manifestou por nota. Veja abaixo

“Esse caso aconteceu na noite de sexta-feira (10/2). O indivíduo foi impedido de ingressar na casa devido à falta dos documentos exigidos pra identificação e, por isso, passou a proferir ofensas à equipe da casa, assim como falas racistas a um dos membros da equipe de segurança.Toda a ação foi gravada pelos funcionários e clientes presentes no momento e apresentada à polícia, que foi acionada para denúncia e prisão em flagrante. Não toleramos qualquer ato discriminatório, seja com a equipe ou clientela. Possuímos um protocolo para casos de discriminação e sempre nos colocamos à disposição para a resolução dos mesmos durante todos os nossos eventos. Racismo e homofobia são crimes, então é importante denunciar.”

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