O município de Irituia, no Pará, está de luto. Irituense, a professora de educação infantil Maria da Conceição Chaves morreu atropelada, aos 59 anos, no último domingo (4) ao tentar atravessar a SC-401, em Florianópolis, onde mora há quatro anos. Ela deixa dois filhos e dois netos.
“A vaidade era a marca da tia, além do amor e da bondade. Ela gostava de estar sempre bonita e cheirosa”, conta a sobrinha, Rosane da Conceição.
Maria da Conceição morreu atropelada no último domingo ao tentar atravessar a SC-401 – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDMaria também levava o título de “Rainha do Bingo”. Ela comprava cartelas e levava para Irituia “os prêmios” da brincadeira. Quando anoitecia, cantava as pedras do jogo na Comunidade do Real, fundada pela sua mãe. “Agora não tem o que fazer. Ela era a rainha do bingo”, conta Rosane, emocionada.
SeguirAmigos e parentes aguardam o sepultamento. O corpo está sendo levado de Florianópolis ao município paraense. Para a despedida, Rosane alugou um ônibus para reunir toda a família, distribuída pelo Estado, em Irituia. O município fica a 180km da capital, Belém.
A família soube da perda por volta das 12h de domingo (4), quatro horas após Maria perder a vida. A professora foi atropelada após descer de um ônibus na entrada do bairro Ratones. Ela tentou atravessar a rodovia para pegar um segundo coletivo quando foi atingida por um veículo Citroën C3.
Os socorristas tentaram reanimar a vítima. O motorista prestou socorro e foi submetido ao teste bafômetro, que deu resultado negativo. O local onde ela tentou atravessar não tem faixa de pedestre. Uma passarela está em construção no local, mas a obra está atrasada.
Acidente ocorreu próximo ao trevo do bairro Ratones – Foto: Bombeiros/Divulgação/NDParaense morava há quatro anos em Florianópolis
Com Maria da Conceição, os bombeiros militares encontraram um caderno com os números dos familiares. Foi assim que o filho foi contatado. “Ela tinha muito cuidado e sempre carregava uma agenda telefônica com ela”, conta Rosane.
A professora de ensino infantil, profissão que exerceu por muitos anos no município de Aurora do Pará, se mudou para Florianópolis há cerca de quatro anos. Ela queria ficar mais próxima do filho, conta Rosane. Aqui ela era funcionará de um hotel no Norte da Ilha de Santa Catarina.
Nas férias, a professora visitava os parentes no Pará. “No último ano passou uma semana comigo, fomos para a praia”, lembra Rosane. “E foi muito especial porque passamos seis dias e vimos o pôr do sol. É uma das memórias que ficou”.
O sepultamento está previsto para ocorrer nesta sexta-feira (9), em Irituia.