O projeto de lei do governador Carlos Moisés, dispondo sobre reposição dos salários dos policiais civis e militares e servidores da segurança pública, provocou uma grande polêmica na Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina).
Deputados durante sessão na Alesc desta terça-feira (16) – Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL/Divulgação/NDForam vários os questionamentos e as contundentes críticas de parlamentares contra injustiças, privilégios e disparidades consideradas ilegais, contidas na matéria.
Os primeiros bombardeiros atacaram o parágrafo que concede aumento de mais de 300% aos alunos da Academia Militar de Santa Catarina. O deputado Bruno Souza (Novo) enfatizou que os estudantes da Academia do Paraná recebem R$ 4.200 nos primeiros aos, enquanto no Rio Grande do Sul, os alunos do último ano tem direito a R$ 5.100.
SeguirEm Santa Catarina, pelo projeto governamental, os alunos da Academia da PM, que hoje recebem R$ 4 mil, passarão a perceber R$ 16 mil.
O deputado Sargento Lima enfatizou que a proposta é “um vexame, uma vergonha e totalmente imoral”.
O aumento dos coronéis, no comparativo com os soldados e sargentos, foi também alvo de sucessivas críticas. Vários deputados defenderam o benefício de forma linear entre todos os integrantes da PM.
Os soldados, segundo vários oradores, passarão a ter R$ 6 mil de salários, com elevação de apenas R$ 1.419. Já os coronéis terão vencimentos de R$ 32.200, com acréscimo de R$ 5.659.
A Diretoria da Aprasc acompanhou os longos debates e as votações, anunciando o propósito de impetrar ação de inconstitucionalidade na Justiça. Alega que o governo não respeita a Lei 254, que impõe diferença entre os coronéis e os soldados de apenas quatro vezes.
*