Rebelião em penitenciária de Criciúma termina com reféns liberados

Detentos se renderam, entregaram as armas e liberaram os dois agentes prisionais que foram feitos reféns, ambos sem ferimentos

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Redação ND Florianópolis

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Terminou, por volta das 14h30 desta sexta-feira (14), a rebelião na Penitenciária Sul na cidade de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Os detentos se renderam, entregaram as armas e liberaram os dois agentes prisionais que foram feitos reféns, ambos sem ferimentos.

Policiais durante a negociação com os detentos – Foto: PMSC/DivulgaçãoPoliciais durante a negociação com os detentos – Foto: PMSC/Divulgação

Além disso, os dois agentes prisionais estão passando por atendimento médico e psicológico. Os outros dois policiais penais feridos no início do tumulto receberam atendimento médico e foram liberados, informou a SAP (Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa).

A negociação foi feita pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) e pela Polícia Militar. Entre as causas que teriam motivado a rebelião, os presos estariam pedindo melhores condições dentro da penitenciária e desejavam falar com representantes do poder judiciário.

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A Penitenciária Sul tem 690 vagas e encontra-se com 800 apenados. A galeria H, onde aconteceu a rebelião, é para onde são encaminhados presos de lideranças de grupos criminosos do estado. Nessa galeria, encontram-se 110 detentos.

Nas redes sociais, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) parabenizou os policiais que atuaram “de forma exemplar e tiveram êxito nos trabalhos para pôr fim ao movimento de subversão à ordem na Penitenciária Sul”.

Às 17h, o Secretário da SAP, Leandro Lima, o Desembargador Leopoldo Bruguemann, Coordenador do GMF do TJSC, o Coronel Fraga, da PM e o Delegado Regional de Araranguá da Polícia Civil, Diego de Haro, substituindo o Delegado Regional de Criciúma vão conceder entrevista coletiva à imprensa, na Penitenciária Sul.

Entenda o caso

A rebelião teve início na manhã desta sexta-feira. De acordo com relatos de agentes, o tumulto teria iniciado após um grupo de dez detentos da galeria H renderem dois agentes penitenciários, com uma espingarda calibre 12.

Batalhões de Içara, Araranguá, além do Bope, foram chamados para atender a ocorrência – Foto: Juno César/NDTVBatalhões de Içara, Araranguá, além do Bope, foram chamados para atender a ocorrência – Foto: Juno César/NDTV

A Polícia Militar de Criciúma se mobilizou para atender à ocorrência, juntamente com os batalhões de Içara e Araranguá, e do Bope. Além disso, um negociador foi chamado para realizar as tratativas com os presos. O espaço é uma estrutura externa ao complexo principal da unidade.

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