A reunião proposta pela prefeitura de Florianópolis para tratar da Avenida Hercílio Luz, já tem data marcada. De acordo com o Executivo, o encontro será realizado no gabinete do prefeito, na quinta-feira (3), às 9h.
Uma das principais avenidas do Centro da cidade enfrenta uma polêmica desde o início do Carnaval – Foto: Leo Munhoz/NDUma das principais avenidas do Centro da cidade enfrenta uma polêmica desde o início do Carnaval. A questão gira em torno da retirada de mesas e cadeiras do canteiro central, determinada pela PM (Polícia Militar) na noite de sexta-feira (25).
O prefeito Gean Loureiro anunciou, então, a reunião com frequentadores, comerciantes, moradores e forças de segurança para discutir sobre o funcionamento dos estabelecimentos na região.
Seguir“Vamos aproveitar a deixa e discutir uma proposta para chegar numa solução que contemple a todos, mantendo a Hercílio Luz viva e democrática”, disse o prefeito.
O pedido é para que os representantes formem uma comissão, sobretudo os comerciantes e frequentadores.
Versões conflitantes
Mesmo com a proibição do Carnaval de rua em Florianópolis, a Avenida Hercílio Luz, lar de bares populares na Capital, registrou aglomeração nos dias de Carnaval. Para evitar o evento em vias públicas, a PM foi ao local.
Quatro bares foram orientados a fechar entre 20h e 20h30. Segundo a PM, o problema estava na documentação dos bares para ocupação de vias públicas ou quanto aos horários de funcionamento. A reunião de pessoas em bares é algo frequente na avenida também fora do Carnaval.
Conforme exposto pelo colunista do ND+ Fabio Gadotti, o episódio tem versões conflitantes. Gean disse que as autorizações para mesas e cadeiras na Hercílio Luz não mudaram. “Da minha parte, jamais proibimos”, publicou ele na internet no sábado (26).
Já o comandante do 4º BPM (4º Batalhão de Polícia Militar), tenente-coronel Dhiogo Cidral de Lima, afirmou, em nota oficial, que a corporação seguiu o que foi acordado com o município.
No caso da avenida Hercílio Luz, de acordo com ele, Susp e Secretaria Municipal de Segurança “reforçaram que não seriam permitidas a colocação de mesas no vão central da avenida, evitando assim, ocupação e criação de eventos paralelos”. Cidral afirmou ainda “que não existem alvarás amplos nesse sentido”.