Após se entregar à Polícia Civil de Jaraguá do Sul e confessar que matou a esposa Aurea Schölemberg Wachholz por espancamento, o homem foi ouvido pela delegada titular da Dpcami, Roberta Franco França. Alegou ciúmes de Aurea.
Aurea Schölemberg Wachholz teve a vida interrompida brutalmente – Foto: Redes Sociais/Divulgação ND“Ele disse que tinha muito ciúmes dela, mas que não sabe dizer o que aconteceu, que não sabe porque fez o que fez”, explicou a delegada Roberta França.
Foi feita a lavratura do flagrante por feminicídio e o homem está preso no Presídio de Jaraguá do Sul aguardando análise do poder judiciário (audiência de custódia) e Ministério Público.
SeguirRelembre o crime brutal
Aurea Schölemberg Wachholz foi espancada e encontrada pela própria filha, uma adolescente de 15 anos, dentro de casa, no bairro Amizade.
O crime aconteceu por volta das 6h. Vizinhos relataram aos policiais que ouviram uma briga entre o casal e o homem foi visto saindo de casa. Ele fugiu, mas depois se entregou à Polícia Civil.
Nas redes sociais, comoção e revolta
Aurea tinha 43 anos, era agente comunitária de saúde e, nas redes sociais, o Sinsep (Sindicato dos Servidores Públicos de Jaraguá do Sul e Região) lamentou a morte da servidora.
“Em pleno “Agosto Lilás”, uma campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, e ao celebrarmos os 16 anos da Lei Maria da Penha, instrumento de luta por uma vida livre de violência, esse fato nos deixa a todos(as) consternados e indignados. Exigimos das autoridades a imediata apuração do crime e a prisão do responsável”, escreveu.
A Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul também se manifestou lamentando o crime.
A Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul manifesta tristeza e pesar diante de mais uma tragédia contra a mulher em nosso município. Aurea Schölemberg Wachholz, 43 anos, servidora pública que trabalhava na Secretaria de Saúde e fazia parte da Diretoria de Gestão Técnica, foi assassinada em sua residência, supostamente pelo próprio companheiro, na madrugada desta sexta-feira (12), deixando uma filha de 15 anos. Situações como essa causam indignação. O feminicídio destrói a família e abala a toda a sociedade. Em pleno “Agosto Lilás”, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, a Procuradoria da Mulher da Câmara se solidariza com os familiares e amigos e reafirma a importância de ações que visem a mudança de comportamento da sociedade em busca de respeito à mulher.
