No passado, por razões que merecem permanecer no esquecimento, Santa Catarina perdeu o grande privilégio de ser sede do 5º Distrito Naval para o Rio Grande do Sul.
Da esq. para dir.: o governador Heriberto Hülse; o comandante do 5° Distrito Naval, almirante Augusto Hamann Rademacker Grunewald; o empresário e anfitrião, Oscar Cardoso; e o desembargador Ivo Guilhon Pereira de Mello; na inauguração do Oscar Palace Hotel, na manhã de 6 de novembro de 1960 — Foto: Lazaro Bartolomeu/Grande Gala/Divulgação/NDNo presente, a construção das quatro fragatas da classe Tamandaré, projeto vitorioso que já supera R$9 bilhões e que esta semana receberá a visita do Comandante da Marinha e de vários almirantes; o protagonismo catarinense na aquicultura e na pesca; as constantes visitas do presidente Bolsonaro e seus filhos ao nosso Estado; a criação do Comdefesa pela FIESC, realizando anualmente a prestigiada SC Expo Defense; a pujança dos nossos cinco portos, que não param de bater recordes de movimentação de carga; o fascínio que nosso litoral exerceu sobre o almirantado como opção de moradia (já temos um quatro estrelas residindo aqui); tudo isto está criando condições favoráveis para que se comece a cogitar que a mudança poderia ser revista.
Falta apenas a bancada federal catarinense e nossas entidades empresariais aproveitarem a oportunidade e começar a se mexer para catalizar o processo, pois os astros estão alinhados. Os benefícios socioeconômicos seriam imensos.