Mais de mil: cresce o número de crianças perdidas em praias de SC durante a temporada

Levantamento sobre crianças perdidas na praia foi feito entre 16 de dezembro e 7 de janeiro pelo CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina)

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Santa Catarina registrou mais de mil crianças perdidas na praia durante a temporada. O levantamento foi feito entre 16 de dezembro e 7 de janeiro pelo CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina).

SC registrou mais de mil crianças perdidas na praia durante a temporadaNúmero de crianças perdidas é 12% maior do que o registrado no ano anterior – Foto: LEO MUNHOZ/ND

Ao todo, 1.057 crianças se perderam nas praias no período. O número é 12% maior do que o registrado no ano anterior, quando 937 pequenos se perderam.

É como se, em média, três crianças se perdessem a cada duas horas e 41 crianças se perdessem por dia.

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O CBMSC alertou que poucos segundos são suficientes para que a criança se perca. A corporação ainda orientou os pais e responsáveis a buscarem pulseiras de identificação nos postos de guarda-vidas.

Como bater palmas pode ajudar a encontrar crianças perdidas

Quando várias pessoas começam a bater palmas em uma praia do litoral catarinense, provavelmente, uma criança se perdeu. A ação visa chamar a atenção tanto dos pais, que podem não ter percebido que a criança se perdeu, quanto da própria criança.

“É até comum as pessoas quando tem uma criança perdida começarem a bater palmas, justamente para chamar a atenção dos pais ou responsáveis que estão ali próximo, e que vão encontrar a criança”, afirma o Tenente Douglas, do 7º Batalhão de Bombeiros Militares de Santa Catarina, região de Itajaí a Itapoá.

Com as palmas, os banhistas presentes no local também se mobilizam para que crianças perdidas possam encontrar os pais.

Mortes por afogamentos batem recorde em SC

Santa Catarina registrou o maior número de mortes por afogamento em cinco anos durante o Verão. Ao todo, 30 pessoas morreram entre 16 de dezembro de 2023 e 7 de janeiro de 2024.

Conforme os bombeiros, 11 morreram em água doce, 11 em água salgada. Entre essas vítimas, 19 eram homens e três eram mulheres. Já as oito mortes em áreas privativas não tiveram o gênero da vítima divulgado pela corporação.

O número é o maior em cinco anos se comparado com o mesmo período desde 2019.

Neste mesmo período, 1.097 pessoas foram salvas pelos bombeiros.

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