SC não registra casos de gás paralisante em corridas de aplicativo, diz Polícia

O portal ND+ entrou em contato com a Uber, que confirmou a informação de que não há casos de gás paralisante no Estado

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Santa Catarina não registrou na Polícia nenhum caso de gás paralisante em corridas de aplicativo. A informação foi passada ao portal ND+ pela Polícia Civil do Estado nesta sexta-feira (25).

Nenhum caso de gás paralisante em SCPolícia diz que a princípio nenhum caso foi registrado no Estado – Foto: Arquivo/Prefeitura de Imbituba/Divulgação/ND

De acordo com a Polícia, a princípio pela busca no sistema policial não há casos registrados em Santa Catarina.

Questionada, a Uber respondeu que nenhum caso, ou suspeita, foi comprovada no Estado. A atenção sobre os gases paralisantes voltou na última semana, quando supostamente uma mulher teria sido vítima do crime.

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Uma jovem de 18 anos contou ao portal R7 que ficou ferida após ter pulado de um carro em movimento, nas proximidades das ruas Nanuque e Carlos Weber, no Alto da Lapa, bairro nobre da zona oeste de São Paulo, no último dia 14.

De acordo com informações de uma fonte da Polícia Militar que não quis se identificar, a jovem estava dentro de um veículo de aplicativo quando o motorista colocou uma máscara e borrifou um gás.

Após perceber que estava perdendo os sentidos, a estudante pulou do automóvel no meio da via. Giovana foi socorrida e encaminhada ao Hospital Albert Sabin, onde permanece internada.

O condutor do veículo fugiu do local, mas foi localizado e detido na cidade de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

Em depoimento à Polícia Civil, o motorista contou que aceitou a corrida para deixar as duas meninas. Como a solicitação constava com duas paradas, ele deixou a primeira passageira em seu destino, uma rua que não se lembra o nome.

Quando a jovem saiu do carro, o condutor iniciou o trajeto para o endereço final. Entretanto, após percorrer duas quadras, a segunda passageira, Giovana, cancelou a corrida pelo aplicativo antes de terminar.

O que diz a Uber

Em nota, a Uber disse que os relatos feitos pelo aplicativo e informados no boletim de ocorrência apresentam contradições com o que está sendo noticiado pela imprensa e isso só poderá ser elucidado pelas investigações. “A denúncia feita diretamente ao suporte do app informa que a usuária pediu que o motorista parasse o carro no meio da viagem, o que foi feito e assim ela desceu do veículo em segurança e não mencionou nenhum dano físico”, ressalta a empresa.

Veja a nota da empresa:

Até onde temos conhecimento, todas as denúncias sobre o chamado “golpe do cheiro” relativas a viagens no aplicativo da Uber que já tiveram a investigação concluída pela Polícia Civil, foram arquivadas, já que, de acordo com as investigações, não houve a identificação de elementos que comprovem o uso de quaisquer substâncias com o propósito de dopagem ou com o indiciamento do suposto motorista agressor.

Sobre o caso específico, vale ressaltar que os relatos feitos pelo aplicativo e informados no boletim de ocorrência apresentam contradições com o que está sendo noticiado pela imprensa e isso só poderá ser elucidado pelas investigações.

A denúncia feita diretamente ao suporte do app informa que a usuária pediu que o motorista parasse o carro no meio da viagem, o que foi feito e assim ela desceu do veículo em segurança e não mencionou nenhum dano físico. Além disso, o relato não menciona uso de máscara pelo motorista parceiro, mas sim que ele teria usado as mãos para tapar o nariz e evitar aspirar o suposto gás.

A Uber entende o cenário de insegurança das mulheres e, inclusive participou de uma mesa de discussão sobre o tema com especialistas, debatendo o aumento da sensação de insegurança das mulheres criada pela reverberação de denúncias, muitas surgidas nas redes sociais e até repercutidas pela imprensa sem o acompanhamento sobre a condução dos inquéritos e a ausência de elementos de prática de crime.