Secretário de Saúde revela como foi atendimento a criança que morreu em hospital de SC

Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas da morte de James Antônio Fucks, de apenas 6 anos, em São Francisco do Sul e mãe deve prestar depoimento na tarde desta terça-feira (20)

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

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A morte do menino James Antônio Fucks, de apenas seis anos, chocou o Norte de Santa Catarina. Ele morreu na sexta-feira (16) depois que a família procurou atendimento por quatro dias seguidos no Hospital e Maternidade Municipal Nossa Senhora da Graça. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar se houve negligência no atendimento e qual a causa da morte do garotinho, que completaria sete anos em outubro.

James Antônio Fucks tinha apenas 6 anos e morreu no final da tarde de sexta-feira (17) – Foto: Reprodução/Redes SociaisJames Antônio Fucks tinha apenas 6 anos e morreu no final da tarde de sexta-feira (17) – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Além do laudo do IML (Instituto Médico Legal), a polícia solicitou informações adicionais, o histórico e o prontuário de atendimento de James no hospital e informações foram solicitadas ao Conselho Tutelar e à escola em que o menino estudava. Nesta terça-feira (20), a mãe prestará depoimento, afirma o delegado Weydson da Silva, responsável pela investigação.

Na manhã desta terça-feira, o secretário de Saúde do município, Jefferson Pacheco, concedeu entrevista à rádio São Francisco e, pela primeira vez, falou sobre o caso. Ele contou que no primeiro atendimento, o relato era apenas de um dedo machucado, as admitiu que a família voltou ao hospital três vezes antes da morte do garoto.

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Segundo ele, na terça-feira (13), James passou por um exame de radiografia, porém não houve resultado com suspeita de trauma. “Foi medicado e encaminhado para casa. No dia seguinte, voltou com queixas, foi atendido, não foi feito exames porque tinha exame recente, do dia anterior, foi medicado com analgésico e voltou para casa. Na quinta-feira retornou relatando uma situação de piora. Segundo o padrasto, ele estava meio cianótico, relatou que a criança estava com muita sede, mas não estava se alimentando. Foi atendido e liberado”, falou.

Em todas as ocasiões, ressaltou o secretário, James foi atendido por médicos diferentes. “Mesmo não sendo o mesmo médico, todo têm acesso ao histórico de atendimento, há um prontuário que deve ser consultado”, disse.

Pacheco salientou, ainda, que o município possui outros equipamentos para a realização de exames, como o de ultrassonografia, que poderia detectar outro tipo de diagnóstico que não fica evidente em uma radiografia.

O secretário de saúde reforça que a Polícia Civil está investigando o caso e que já solicitou diversos documentos ao hospital e à secretaria. “A certeza é que foram feitos exames sim.  É uma fatalidade, não estou isentando o médico, nós vamos e é uma obrigação nossa de levantar e ter uma definição do que aconteceu, se houve negligência ou não e punir aqueles que foram responsáveis pelo ato se houve negligência”, finalizou.

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