Secretário de Segurança Pública de Florianópolis dá detalhes da operação Fio Desencapado

Operação visa combater crimes de receptação de itens furtados, como cabos, fios, hidrômetros, detalhes da decoração de rua e placas de sinalização de trânsito

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Redação ND Florianópolis

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O secretário de Segurança Pública de Florianópolis, coronel Araújo Gomes, conversou com a equipe de reportagem da NDTV sobre a operação Fio Desencapado, realizada na manhã desta quinta-feira (8), na Capital.

Os policiais estiveram no bairro Ingleses, em um ferro-velho da comunidade da Lajota – Foto: André Viero/NDTVOs policiais estiveram no bairro Ingleses, em um ferro-velho da comunidade da Lajota – Foto: André Viero/NDTV

Os agentes estiveram no bairro Ingleses, no Norte da Ilha, na comunidade da Lajota, para combater crimes de receptação de itens furtados, como cabos, fios, hidrômetros, detalhes da decoração de rua e placas de sinalização de trânsito.

Segundo o chefe da pasta, a questão dos roubos destes itens piorou, a nível nacional, nos últimos meses com a questão da pandemia, desencadeada por três fatores.

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O primeiro é a crise econômica que levou mais gente a perder a renda e ir para a rua. “Boa parte desses crimes são cometidos por pessoas em situação de rua”, relata o secretário.

O segundo motivo é o comércio ilegal de reciclados, uma vez que a coleta legal ficou prejudicada com a proibição de eventos por conta do período pandêmico. “Festas, shows, onde as pessoas buscavam latinhas não existe mais”, afirma.

O terceiro fator é o preço desses metais que, no mercado de reciclados, sofreu inflação. “O cobre, pelo o que a nossa equipe de inteligência apurou, estava na faixa de R$ 17 no início de 2020. Hoje ele está chegando a R$ 28 e até R$ 36 em alguns lugares”, detalha o coronel.

Trabalho integrado

Quase 200 profissionais participaram da operação. Entre eles agentes da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), Susp (Superintendência de Serviços Públicos), Vigilância Sanitária, Floram, Secretaria do Meio Ambiente, e do Continente, Polícias Militar e Ambiental, Polícia Civil, PRF (Polícia Rodoviária Federal), Celesc e Corpo de Bombeiros.

“A opção de fazer um trabalho integrado está dentro daquilo que sempre defendemos na prefeitura, o prefeito tem adotado essa estratégia para muitos assuntos: pessoas em situação de rua, infraestrutura e na segurança pública está dando certo”, explica Araújo Gomes.

“Essa operação é focada em prevenção e está quebrando a cadeia do crime. Quando você fecha o receptador, parece óbvio, se você não tem para quem vender, não tem porque roubar. Então você muda a dinâmica criminal”, completa.

Veja a entrevista na íntegra:

Operações anteriores

Essa é a terceira ação realizada pela força tarefa nos últimos meses. No dia 12 de maio, quatro pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de furto e receptação, em diferentes pontos da Capital.

Já no dia 25 de maio, outras três prisões foram efetuadas. O secretário de Segurança Pública de Florianópolis, Araújo Gomes, comentou o objetivo da força-tarefa na época.

“Nosso objetivo com mais esta ação é intensificar o combate à compra irregular deste material, que é ponto central desse tipo de dinâmica criminal, que é a receptação de itens furtados”, disse.

“Sem dúvida, o envolvimento e concentração de todas as forças policiais do Estado e município e das equipes de fiscalizações da prefeitura de Florianópolis, é a ferramenta que permite trazer resultados efetivos para nossas ações.”

Em um ferro velho no bairro Capoeiras, foram encontrados 700 gramas de fios de cobre de uma operadora de telefonia. “A Polícia Civil registrou boletim de ocorrência e conduziu o proprietário para a Central de Polícia, onde realiza neste momento, os procedimentos cabíveis”, informou a prefeitura.

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