Segurança de Lula é reforçada após atos de vandalismo em Brasília

Secretaria de Segurança Pública de Brasília afirma que identificará responsáveis pelos crimes; ao menos oito veículos foram incendiados

Foto de Redação ND*

Redação ND* Florianópolis

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O policiamento nas imediações do hotel em Brasília onde o presidente da República eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está hospedado foi reforçado, informou  a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, em nota divulgada no fim da manhã desta terça-feira (13).

A ação ocorre após manifestantes apoiadores do presidente Jair Bolsonaro promoverem atos de vandalismo na região central de Brasília, incendiando ônibus e carros particulares na noite desta segunda.

ator de vandalismo em BrasíliaÔnibus queimado próximo à 5ª Delegacia de Polícia na Asa Norte, em Brasília – Foto: Record TV/Divulgação/ND

Segundo a pasta, a região onde está o presidente é monitorada também por videomonitoramento. Polícia Civil segue tentando identificar os envolvidos para responsabilizá-los. Até o início da tarde desta terça-feira, ninguém foi preso.

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“Esses atos, praticados por grupos isolados, estão sendo apurados pela Polícia Civil do Distrito Federal, e os participantes, uma vez identificados, serão responsabilizados. A PF [Polícia Federal], por sua vez, deverá apurar os crimes relacionados aos atos que atentem contra a instituição e crimes de natureza federal”, informou a secretaria.

Ao menos oito veículos, incluindo cinco ônibus, foram incendiados durante a confusão que teve início durante a noite, depois que um grupo de pessoas tentou invadir a sede da PF (Polícia Federal) em protesto contra a prisão do indígena José Acácio Serere Xavante, decretada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Acácio foi detido durante a tarde de segunda-feira.

Ex-candidato à prefeitura de Campinápolis (MT), ele se apresenta como uma das lideranças da Terra Indígena Parabubure e, em vídeos compartilhados pelas redes sociais, questiona o processo eleitoral e a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva. A pedido da PGR, Moraes determinou a detenção de Acácio por suspeita de crime de ameaça, perseguição e ataques ao Estado democrático de direito.

Apesar do forte aparato policial mobilizado para conter os atos de vandalismo, ninguém foi preso em flagrante porque, segundo a Secretaria de Segurança Pública, a ação da Polícia Militar se concentrou na dispersão das pessoas a fim de “reduzir danos e evitar uma escalada ainda maior dos ânimos”.

Preventivamente, o trânsito de veículos na Esplanada dos Ministérios foi limitado, com o fechamento de vias a partir da alça do Eixo Monumental e da alça da Rodoviária do Plano Piloto.

*Com informações da Agência Brasil