Sem aulas nas prisões desde março, professores não terão contratos renovados em SC

Vigência dos contratos segue até 2 de agosto e não será renovada; aulas nas prisões espalhadas pelo Estado estão suspensas por conta da pandemia

Redação ND Florianópolis

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Professores Acts (Admitidos em Caráter Temporário) que trabalham dentro do sistema prisional de Santa Catarina não devem ter seus contratos prolongados até o fim do ano letivo. Segundo a SED (Secretaria de Estado de Educação), a vigência segue até dia 2 de agosto e não será renovada. 

As aulas nas prisões espalhadas pelo Estado estão suspensas desde 19 de março por conta da pandemia. Não há previsão de quando serão retomadas. 

Penitenciária de Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/NDPenitenciária de Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/ND

Com a situação da Covid-19 no Estado, a SAP (Secretaria de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa) criou uma barreira sanitária para tentar impedir que o vírus se espalhe dentro das unidades prisionais.

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Além da suspensão das aulas, visitas presenciais estão interrompidas por tempo indeterminado. Todas as medidas foram feitas em conjunto com a Vigilância Sanitária do Estado. 

Ministradas em ao menos 28 prisões de Santa Catarina, as aulas de EJA (Educação para Jovens e Adultos) contam com mais de 200 professores. São oferecidas disciplinas de Português, Matemática, História, entre outras. O último concurso vigente foi feito em 2018. 

De acordo com SED, “tão logo haja a sinalização da retomada por parte da Secretaria de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa, as chamadas serão realizadas para novas contratações”.

Segundo dados de 2019 do Deap (Departamento de Administração Prisional), pelo menos 7,4 mil detentos estudam dentro do sistema – o que equivale a 32% dos presos em Santa Catarina.

Covid-19 nas prisões de SC

Pelo menos 379 detentos, 112 funcionários e dois adolescentes internados já foram diagnosticados com coronavírus dentro do sistema prisional catarinense. Conforme o boletim divulgado na noite de terça-feira (14), um interno morreu e 107 casos são considerados recuperados.

Os casos estão espalhados em 21 cadeias e centros socioeducativos. Houve casos nas Upas (Unidades de Processo Administrativo Não-Disciplinar) e na sede da secretaria.

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