“Onde há fumaça, há fogo”. Foi o que me respondeu uma fonte, quando questionada sobre a suposta demissão do delegado-geral de Polícia Civil, Laurito Akira Sato. Os rumores surgiram na sexta-feira (1º), acompanhados do silêncio no que diz respeito às manifestações oficiais do governo do Estado de Santa Catarina.
Laurito Akira Sato em foto oficial de divulgação ao assumir o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina – Foto: Cristiano Estrela/Divulgação/NDDiante do contexto de instabilidade nas informações, decidi ter uma posição mais conservadora e esperar os desdobramentos. Outros colegas cravaram a informação mais cedo. Pouco antes das 23h, publiquei no blog que, mesmo demissionário, Akira Sato continuava oficialmente no cargo.
Na edição desta sexta-feira (1º) do “Diário Oficial do Estado”, não há nenhuma publicação exonerando Sato, muito menos a nomeação de um novo chefe da Polícia Civil. Pelo contrário, Akira Sato assina documentos oficiais com decisões administrativas relacionadas ao cargo.
SeguirInformações desencontradas
Estava prevista a divulgação de uma nota oficial ainda na sexta-feira, mas a emissão do comunicado foi adiada para o sábado. Inclusive, com o anúncio do nome do novo delegado-geral.
Também neste ponto, muitas informações desencontradas. Uma primeira apuração dava conta da escolha de Marcos Ghizzoni Júnior, que já ocupou o posto no governo Eduardo Moreira (MDB) e foi o adjunto no governo Raimundo Colombo (PSD), depois foi lotado na Controladoria-Geral da Assembleia Legislativa. Mais tarde, surgiu o nome de Rafaello Ross, que responde pela delegacia de Mafra.
Rafaello Ross e Marcos Ghizzoni Júnior – Foto: Divulgação/NDSuspeita de escândalo paira no ar
Por mais que não seja oficial, é corrente nos bastidores que Laurito Akira Sato deve deixar o cargo. O delegado teria se sentido coagido com um pedido para substituir o coordenador das Delegacias Especializadas no Combate à Corrupção da Polícia Civil, Rodrigo Schneider, que estava à frente de investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul.
Na esteira dos acontecimentos, o deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.
Arte sobre foto de Akira Sato e Carlos Moisés, juntos em Joinville na sexta-feira, 24 de setembro, primeiro dia do delegado na chefia da Polícia Civil de Santa Catarina – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/NDSilêncio continua
Até a postagem deste texto, no início da tarde de sábado, o governador Carlos Moisés (sem partido) não havia se manifestado sobre o caso.
Decidi entrar no caso e postar na noite de sexta e nesta tarde de sábado porque realmente faz sentido o que disse a fonte: “onde há fumaça, há fogo”.