A idosa de 80 anos que foi brutalmente atacada por um cachorro da raça pitbull no último dia de 12 de março em Itapema luta para esquecer os momentos de terror que passou. Maria Almeida Date teve ferimentos por quase todo o corpo, sendo necessário levar pontos e provavelmente enxerto no couro cabeludo.
Idosa precisou passar por cirurgias – Foto: Reprodução NDTV/Reprodução“Ele [o cachorro] rosnou e pulou me derrubando no chão. Aí só me lembro da dor e da mordida. Ele me mordia e chacoalhava minha cabeça no chão. Eu gritava muito, mas depois não me lembro de mais nada”, disse a aposentada. A idosa tinha saído da casa da irmã, mas no caminho foi surpreendida pelo ataque que levou cerca de 2 minutos. O cão é de uma vizinha, que saiu e esqueceu o portão aberto.
Segundo a tutora do animal, o cachorro nunca mostrou nenhum comportamento agressivo e que agora está trancado nos fundos da residência, para evitar que fuja e cometa novos ataques.
SeguirA Vigilância Epidemiológica de Itapema esteve na casa onde o cachorro vive para identificar se o animal está com alguma doença, como a raiva. O caso está sendo acompanhado pelo GOR (Grupo de Operações e Resgate) e a Polícia Civil deve abrir um inquérito para apurar a responsabilidade pelo ataque.
Tutora informou que animal nunca apresentou comportamento agressivo – Vídeo: Internet/Reprodução
O advogado Andrey Bortolatto diz que “o proprietário do animal é responsável pelos atos causados [pelo cão]”. Segundo ele, o ataque do animal pode gerar indenização por dano moral, indenização por dano estético, indenização por pensão mensal vitalícia e indenização por dano material.
O ataque
Pelas imagens é possível ver que ao ver o cão a idosa se assusta e em seguida já é atacada e derrubada ao chão. A aposentada começa a gritar por socorro e alguns vizinhos aparecem, inclusive um dos filhos da vítima que com um pedaço de madeira tenta impedir o ataque.
Somente após alguns minutos e com ajuda de outras pessoas que passavam pela rua que o animal parou de atacar. O cão fugiu para a casa onde mora, que fica ao lado de onde aconteceu o ataque. Para evitar que o animal realize outros ataques, as pessoas fecham o portão da residência.