Sobrinho de Marcola, líder de organização criminosa, é preso em Itajaí

Organização criminosa Primeiro Comando da Capital está sendo investigada há dois anos por atividades clandestinas

Foto de Júlia Finamore

Júlia Finamore Itajaí

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A Força Integrada de Combate ao Crime organizado (Ficco) prendeu Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, na manhã desta quarta-feira (24) em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina.

Leonardo, que considerado um dos novos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), estava morando em Santa Catarina. Marcola, que o é líder da organização criminosa se encontra preso e condenado a mais de 300 anos de prisão.

Sobrinho de Marcola, líder de organização criminosa, é preso em Itajaí – Foto: Deap/Divulgação/NDSobrinho de Marcola, líder de organização criminosa, é preso em Itajaí – Foto: Deap/Divulgação/ND

Segundo a polícia, ele estava envolvido com atividades clandestinas, como o tráfico de drogas e armas, a exploração de jogos de azar, incluindo o “Jogo do Bicho”, e lavagem de dinheiro.

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Camacho foi detido no bairro São João. O sobrinho de Marcola morava em um apartamento alugado de alto padrão. Ele foi levado pelos policiais ao Complexo Prisional da Canhanduba e está isolado.

Investigação da organização criminosa durou dois anos

Foram dois anos de investigação, a Ficco coletou evidências de que a cúpula do PCC migrou parte de sua estrutura gerencial de São Paulo para implantar essas atividades clandestinas no Ceará.

A polícia tem indícios de que a organização criminosa fez uma movimentação suspeita de mais de trezentos milhões de reais nos últimos anos. Parte dos recursos seria empregada na corrupção de servidores públicos.

A investigação que resultou na prisão de Camacho foi feita no Ceará. Na operação deflagrada nesta terça-feira (24), chamada Primma Migratio, foram cumpridos mandatos no Ceará, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso.

Investigação da organização criminosa durou dois anos – Foto: Ficco/CE / DivulgaçãoInvestigação da organização criminosa durou dois anos – Foto: Ficco/CE / Divulgação

Entre os presos estão dois policiais militares. A prisão foi decretada por pertencerem ao núcleo logístico da organização.

A polícia está cumprindo 22 mandatos de prisão preventiva, 36 mandatos de busca e apreensão, além do sequestro de 42 veículos atribuídos aos investigados.