Pela primeira vez na história, uma mulher passar a compor a Cavalaria da CPT (Companhia de Patrulhamento Tático), do 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma, no Sul catarinense. A dona desse feito é a soldado Katarine Coelho Vieira, de 30 anos.
Ela ingressou na PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) em 2020, após ser aprovada no concurso, e logo se encarregou de se aproximar da cavalaria. Em 2021, decidiu, então, fazer o Curso de Especialização em Policiamento Montado (VIII CEPMon), em São José, onde teve formação concluída.
Com a habilitação em mãos, conseguiu o seu espaço no setor da PM, onde vem atuando desde o final do mês passado.
Seguir“É uma satisfação muito grande ter conquistado essa vaga por mérito, competência, independente do meu gênero, e também sinto como uma responsabilidade em ser a primeira mulher, poder representar de certa forma outras policiais femininas. Acredito ser o primeiro passo para que outras mulheres ocupem funções dentro da CPT do 9ºBPM ou mesmo da Cavalaria”, afirma Katarine.
Determinação, dedicação e persistência
A soldado sempre soube qual era o seu propósito dentro da Polícia Militar. “No cursinho preparatório para o concurso, tivemos uma apresentação com todas as formas de atuação da PMSC e ao assistir a Cavalaria operando no controle de distúrbios civis e no policiamento ostensivo montado, eu me encantei com a possibilidade de também fazer parte”, comenta.
Katarine sempre sonhou em atuar na Cavalaria da PMSC – Foto: Divulgação/PMSC/NDComprometida com o seu sonho, Katarine, então, quando se tornou policial militar, pediu autorização do Comando da Cavalaria de Criciúma para treinar a montaria semanalmente de forma voluntária.
“Nos meus horários de folga também busquei estudar mais sobre o animal, sobre o manejo com os cavalos e segui firme no propósito por alguns meses até ser aprovada na prova técnica para participar da formação”, conta.
No decorrer da caminhada, surgiram diversos desafios. “Foi necessário muita determinação e dedicação no processo. Justamente por não ter sido um lugar ocupado por mulheres antes e ser um trabalho com um animal de grande porte em um ambiente mais rústico, percebi a necessidade de provar que daria conta do trabalho, assim como qualquer outro policial militar”, declara a soldado.
Para outras mulheres que pretendem desafiar a história e a realidade, assim como fez Katarine, ela tem uma mensagem simples: não se limite. “Se você enxerga um propósito em seu trabalho, não se abale com as dificuldades no caminho, pague o preço com o seu esforço e conquiste o seu espaço, o seu objetivo. Jamais permita que o limite do outro seja também o seu. Dê sempre o seu melhor”, diz.