Sopa de chumbinho: marido e sogra são presos por suspeita de envenenar professora

Amante do marido também é investigada por participação na morte da professora envenenada com chumbinho em Ribeirão Preto

Foto de Beatriz Rohde

Beatriz Rohde Florianópolis

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Médico Luiz Antônio Garnica é preso por suspeita de matar professora envenenadaProfessora envenenada descobriu traição do marido e o flagrou entrando na casa da amante uma semana antes de morrer – Foto: Reprodução/Redes sociais/ND

O marido e a sogra de Larissa Talle Leôncio Rodrigues, encontrada morta no dia 22 de março, foram presos na tarde de terça-feira (6) por suspeita de envolvimento no crime. O laudo toxicológico revelou que a professora morreu envenenada com chumbinho em Ribeirão Preto, São Paulo.

O médico Luiz Antônio Garnica, de 38 anos, e a mãe Elizabete Arrabaça, de 67 anos, tiveram a prisão temporária decretada e devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (7).

A professora envenenada morreu no apartamento do casal, aos 37 anos, após ingerir chumbinho. Ela e Luiz estavam juntos há 18 anos e moravam na zona sul de Ribeirão Preto.

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    Professora envenenada com chumbinho teria descoberto traição ao encontrar objetos sexuais no carro do esposo - Reprodução/Redes sociais/ND
    Professora envenenada com chumbinho teria descoberto traição ao encontrar objetos sexuais no carro do esposo - Reprodução/Redes sociais/ND
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    Larissa e Luiz estavam juntos há 18 anos - Reprodução/Redes sociais/ND
    Larissa e Luiz estavam juntos há 18 anos - Reprodução/Redes sociais/ND
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    Suspeita é que Larissa foi envenenada por querer divórcio - Reprodução/Redes sociais/ND
    Suspeita é que Larissa foi envenenada por querer divórcio - Reprodução/Redes sociais/ND
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    Larissa Rodrigues morreu após descobrir a traição do marido Luiz e pedir o divórcio - Reprodução/Redes sociais/ND
    Larissa Rodrigues morreu após descobrir a traição do marido Luiz e pedir o divórcio - Reprodução/Redes sociais/ND
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    Casal passava por momento conturbado após descoberta de traição e iminência de divórcio - Reprodução/Redes sociais/ND
    Casal passava por momento conturbado após descoberta de traição e iminência de divórcio - Reprodução/Redes sociais/ND

Testemunhas relataram à Polícia Civil que Larissa descobriu uma traição ao encontrar objetos sexuais no carro dele. O médico se relacionava há um ano e meio com uma estudante de 26 anos. A professora teria pedido o divórcio, mas ele não concordou.

Sogra de professora envenenada ‘estava procurando chumbinho’, revela polícia

Ao deixar a casa da amante na manhã de 22 de março, Luiz Antônio Garnica encontrou a esposa caída no banheiro do apartamento onde moravam. A guarda civil metropolitana acionada por volta das 10h40.

O médico tentou reanimá-la até a chegada da equipe do Samu, que constatou o óbito. Conforme o Cidade Alerta, os socorristas notaram a rigidez do corpo e o cheio forte de limpeza no apartamento.

O laudo do IML (Instituto Médico Legal), realizado às 17h45 do mesmo dia, revelou que a professora envenenada com chumbinho estava morta havia 12 horas do início do exame.

Preso temporariamente, médico Luiz Antônio Garnica alega que é inocente – Foto: Reprodução/Cidade Alerta/NDPreso temporariamente, médico Luiz Antônio Garnica alega que é inocente – Foto: Reprodução/Cidade Alerta/ND

“A participação dele ficou bem evidente para nós pela forma que ele encontrou a Larissa. Ela já estava com rigidez cadavérica e ele tentava limpar o apartamento como se fosse tentar desfazer as provas para a perícia técnica não detectar uma prova contra ele”, ressalta o delegado Fernando Bravo.

A sogra Elizabete Arrabaça foi a última pessoa a ver Larissa com vida, na noite anterior à morte. Ela afirmou que a nora estava indisposta e sentiu dor de barriga.

Segundo a investigação, a sogra teria ligado para uma amiga pedindo ajuda para encontrar chumbinho. Elizabete ainda preparou sopas para a nora ao longo da semana, o que indica que o envenenamento foi gradual. Com diarreia e vômitos, Larissa contou aos amigos que foi medicada pelo marido.

Sogra da professora envenenada passou mal ao chegar à delegacia – Foto: Reprodução/Cidade Alerta/NDSogra da professora envenenada passou mal ao chegar à delegacia – Foto: Reprodução/Cidade Alerta/ND

“Ontem nós conseguimos encontrar uma testemunha que relatou que a sogra estava procurando o chumbinho para comprar, aproximadamente 15 dias antes da morte, então isso nos trouxe uma segurança que ela juntamente com o filho mataram a Larissa”, afirma o delegado responsável pela investigação.

A amante de Luiz Antônio Garnica não foi presa, mas é investigada pela Polícia Civil. A suspeita é de que o encontro dos dois no cinema seria um álibi para a noite do crime. Quando o celular dela foi apreendido na semana passada, a jovem estava no apartamento da professora envenenada, o que intrigou os investigadores.

Ao ND Mais, o advogado Júlio Mossin, que representa o médico, afirmou que não dará entrevista por ora porque não teve acesso aos autos. “Mas adianto que o Luiz não matou a esposa e nem concorreu para tanto, sendo sua prisão ilegal”, ressaltou.

A reportagem também tentou contato com a defesa de Elizabete Arrabaça, mas não obteve resposta até a última atualização. O espaço segue aberto.

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