O caso Marielle Franco teve novo desdobramento na madrugada desta segunda-feira (25).
O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter a prisão dos três suspeitos de planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em 2018.
Vereadora Marielle Franco foi assassinada após sair de evento com mulheres negras em 2018 – Foto: Reprodução/NY Times/NDO julgamento do caso envolve os cinco ministros da primeira turma do Supremo. As informações são do R7.
SeguirO primeiro voto foi apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes após às 0h e foi seguido pelos votos da ministra Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar no caso no caso Marielle Franco – Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilJá o outros ministros do STF, Flávio Dino e Luiz Fux terão até as 23h59 desta segunda (25) para votarem no processo e dizer se acompanham a decisão de Moraes.
STF e a votação por sistema eletrônico
No julgamento virtual, os ministros votam através do sistema eletrônico da Corte. Se houver algum pedido de vista, a sessão é suspensa para análise do processo.
Caso haja um pedido de destaque, o julgamento é reiniciado no plenário físico.
Suspeitos do caso Marielle Franco
Os suspeitos em julgamento são o deputado federal Chiquinho Brazão; o irmão dele, Domingos Brazão e o delegado e ex-chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa.
Deputado federal Chiquinho Brazão foi preso na manhã deste domingo (24) acusado de mandar matar Marielle Franco e motorista Anderson Gomes – Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação/NDOs três foram presos na manha deste domingo (24) após uma operação da Polícia Federal, que contou com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
Audiência de custódia
Domingos e Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa passaram por audiência de custódia na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
A audiência foi conduzida pelo desembargador Airton Vieira, magistrado e instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
As prisões do trio foram mantidas e os presos transferidos a um presídio federal, no Distrito Federal.
Diligências determinadas
- Além da manutenção das prisões preventivas ainda foram determinadas as diligências de busca e apreensão domiciliar e pessoal.
- O bloqueio de bens e o afastamento de funções públicas.
- Medidas cautelares como tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaporte e suspensão de porte de armas
- Apresentação perante o juízo da execução no Rio de Janeiro