Suspeita de massacre: identificado adolescente que ameaçou escolas em São Bento do Sul

Menino de 13 anos criou um perfil no Instagram em que divulgava futuros massacres na cidade do Planalto Norte catarinense

Foto de Fernanda Silva

Fernanda Silva Joinville

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Moradores de São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense, viveram momentos de tensão após um perfil divulgar informações sobre massacres a três escolas da na cidade. O caso aconteceu nesta quarta-feira (23) e o suspeito de ter criado a conta foi identificado como sendo um adolescente de 13 anos.

Perfil falso foi criado para divulgar os supostos massacres e, posteriormente, denunciado – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDPerfil falso foi criado para divulgar os supostos massacres e, posteriormente, denunciado – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

No perfil anônimo, o autor divulgou um número de massacres que teriam sido completados e que outros três aconteceriam nos próximos dias.

“Pessoas e pais preocupados, nas escolas, causou uma grande preocupação que pudesse ser algum caso real, até porque a história recente mostra que alguns casos isso se tornou um dano muito grave”, conta o delegado Gil Ribas, da Polícia Civil.

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Após as forças de segurança receberem a denúncia, a Polícia Militar iniciou rondas preventivas aos arredores das escolas. Já a Polícia Civil iniciou as investigações sobre o caso.

Com auxílio do setor da CyberGaeco, do MPSC (Ministério Público), foi identificado o endereço onde o perfil teria sido criado e um mandado de busca e apreensão foi expedido pelo judiciário.

Na tarde do mesmo dia a Polícia Civil já deu cumprimento aos mandados no local. Foi identificado então que um adolescente de 13 anos havia criado o perfil.

Conforme o delegado, o menino não tinha armas, explosivos ou outros materiais que comprovassem que ele cometeria um massacre contra as escolas. O celular do adolescente foi apreendido para realizar perícias.

“Mas confirmou-se que ele teria sido o autor deste perfil após uma situação de aflição. Ele estaria passando por problemas particulares, mas sem que houvesse a intenção de levar a efeito essas ameaças”, relata o delegado.

O celular do jovem será periciado e outras pessoas serão ouvidas. Com isso, o inquérito policial será concluído e encaminhado ao judiciário. O adolescente deve responder pelo caso e foi encaminhado aos órgãos de proteção infantis.