O último suspeito de assassinar Agostinho Petry e Eliana Maria Stickel Francisco, em julho deste ano, em Timbó, no Vale do Itajaí, se entregou à polícia na manhã desta quarta-feira (24). O suspeito tem 21 anos e se entregou à Central de Plantão Policial de Joinville, no Norte de Santa Catarina, acompanhado da advogada.
Suspeito de 21 anos se entregou na manhã desta quarta-feira (24) em Joinville – Foto: Felipe Bambace/NDTVDe acordo com Natália Ponciano, advogada do suspeito, a defesa aguarda o acesso integral ao processo para determinar a conduta e se manifestar. Além disso, ela destaca que não há individualização das ações. “Ainda não existe essa individualização da conduta de cada qual nesse crime. Então, é muito recente e preferimos ter acesso à integra antes de manifestações”, ressalta.
O homem preso nesta quarta-feira é suspeito de ser executor do crime junto com outro jovem de 19 anos, já preso. Ele se manteve em silêncio durante a apresentação à polícia.
SeguirO delegado André Beckman, titular da delegacia de Timbó e responsável pela investigação esteve em Joinville para a prisão. Ele conta que o inquérito está praticamente finalizado e deve ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias.
“Descobrimos que os dois aqui de Joinville, de 19 e 21 anos, foram até Timbó no dia 15 de julho e após a prática do fato, retornaram”, conta.
Suspeito de 21 anos se entregou na manhã desta quarta-feira (24) em Joinville – Vídeo: Felipe Bambace/NDTV
O ex-marido e o filho de Eliana são apontados como os mandantes do crime e a motivação, salienta o delegado, é a partilha de bens. “Pelo que temos de informação, o ex-marido não aceitava a partilha dos imóveis que o casal tinha em comum diante do divórcio que ela inclusive teve que ajuizar na Justiça. Não havia intenção de partilhar os bens comuns. Com a morte dela, o único sucessor seria o filho, que também está preso”, explica.
Ainda de acordo com Beckman, o casal tinha 23 imóveis e 15 deles estavam alugados. “Ele não queria deixar nenhum desses imóveis e nenhum rendimento com a vítima. Além disso, ele não aceitou bem o fim do relacionamento, em outubro do ano passado e o novo companheiro da vítima”, complementa.
O delegado ressalta, ainda, que o filho seria o único herdeiro e desde o início aderiu a intenção e ao plano do pai de assassinar a mãe e o companheiro. Ele conta que câmeras de segurança flagraram a conduta do jovem no dia do crime. “Havia câmeras de segurança que mostram a dinâmica. Quando ela saiu de casa com o namorado, o filho imediatamente correu para usar o telefone, o que nos dá a entender que ali teve o início da trama criminosa”, fala.
Em depoimento, o filho da vítima caiu em contradição, aponta Beckman. Ao ser questionado sobre o dia do crime, ele acabou se contrariando e “esquecendo” de fatos, diz o delegado. “Começou a não saber mais responder e a advogada o orientou a ficar em silêncio. Assim, encerramos o depoimento”, finaliza.
O grupo deve ser indiciado por homicídio qualificado, furto e um deles foi preso com uma arma, o que deve ser acrescentado aos crimes representados no processo.