Suspeito de atirar contra bases policiais em Itajaí morre em confronto no RS

Através de uma apreensão de arma de fogo, os policiais souberam do paradeiro do suspeito. Ele morreu em um confronto policial no Rio Grande do Sul

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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Durante uma operação de apreensão de arma de fogo no bairro Cidade Nova em Itajaí na tarde desta segunda-feira (9), a Polícia Militar recebeu informações de que o autor dos disparos contra as bases da Polícia Militar em Balneário Piçarras e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Itajaí estava escondido no endereço denunciado.

O suspeito é um homem de 26 anos com passagem pela polícia por porte de arma branca e posse de drogas, ele respondia pelo apelido de Biscoito. No local, os policiais encontraram outro homem, de 31 anos, com passagem na polícia por estupro.

O homem contou aos policiais que ajudou na fuga do suspeito de atirar contra as bases, que teria fugido para o Rio Grande do Sul. Nesta casa os policiais encontraram 3 carabinas, 2 revólveres e 118 munições.

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Armas de fogo foram encontradas na casa de um homem, que informou o paradeiro do suspeito de atirar contra as bases policiais – Foto: PM/DivulgaçãoArmas de fogo foram encontradas na casa de um homem, que informou o paradeiro do suspeito de atirar contra as bases policiais – Foto: PM/Divulgação

A PRF do Rio Grande do Sul foi informada sobre o paradeiro do suspeito de atirar contra as bases e foi até o local encontrando o homem. De acordo com a polícia, houve um confronto e o suspeito foi atingido, morrendo no local.

Outro suspeito preso

Dois dias após os ataques às bases da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Itajaí e da Polícia Militar em Balneário Piçarras, na última quinta-feira (5), um dos suspeitos de atirar contra as bases foi preso na madrugada deste sábado (7) em Piçarras.

Em uma operação conjunta entre PM e PRF, os policiais iniciaram investigações e operações que seguem em andamento, para que todos os responsáveis pelos ataques sejam identificados e presos.

Os policiais tiveram acesso às câmeras de segurança e as imagens foram compartilhada entre os batalhões de toda região e ainda na quinta-feira a moto usada no ataque foi localizada.

Bandidos gravaram momento do ataque às bases da polícia – Foto: Reprodução/NDBandidos gravaram momento do ataque às bases da polícia – Foto: Reprodução/ND

Em seguida, a PRF e integrantes do Pelotão de Patrulhamento Tático (PTT) do 25º BPM (Batalhão de Polícia Militar) identificaram a casa onde os suspeitos estiveram momentos antes dos ataques.

Na residência, que fica em Balneário Piçarras, a polícia confirmou que um dos suspeitos estava no imóvel. O homem confirmou detalhes do ataque, ele teria pilotado a moto usada para disparar tiros contra as bases.

Momentos antes do ataque

Os policiais tiveram acesso às câmeras de segurança do interior da casa onde os suspeitos estavam momentos antes dos ataques. As imagens mostram os homens agitados no pátio da casa. Logo depois os dois saem agitados pela rua.

Momentos depois, os dois voltam para a casa com armas nas mãos. Eles mostram um vídeo no celular para as outras pessoas da casa, que observam calmos as imagens.

Para polícia, ataque tem ligação com operação do Gaeco em Joinville – Vídeo: Reprodução/ND

O vídeo seria do momento em que os homens atiram contra as bases, nas imagens eles fazem alusão a uma organização criminosa. O suspeito foi preso e conduzido ao presídio da Canhanduba, em Itajaí.

Retaliação a operação em Joinville

Para a polícia, o ataque tem relação com a Operação “Sob encomenda” do Gaeco (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas), deflagrada na quarta-feira (4) em Joinville, que tinha como mira uma organização criminosa.

Só na base da PRF foram 10 disparos de arma de fogo, cinco deles atingiram a unidade. A porta da base da PM em Piçarras ficou completamente destruída.

A ação foi da 13ª Promotoria de Justiça da comarca de Joinville com apoio do Gaeco e auxílio da DIC (Divisão de Investigação Criminal) que cumpriu oito mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão.

A operação “Sob encomenda” é resultado de uma investigação sobre diversos crimes praticados por uma organização criminosa, como tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e inserção de telefones celulares em estabelecimentos prisionais.

A investigação começou em março deste ano e tem como alvo 22 pessoas, entre advogados, agentes públicos e detentos que agiam em benefício da organização criminosa.