Suspeito de estuprar e dopar jovem em SC é preso em hotel de São Paulo

Preso foi encaminhado ao sistema prisional de São Paulo, onde aguarda ser transferido para Santa Catarina

Redação ND Florianópolis

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Um homem de 48 anos suspeito de estuprar e dopar uma jovem em Santa Catarina foi preso nesta quinta-feira (23). A prisão foi efetuada em São Paulo pela Delegacia de Capturas da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) catarinense.

Prisão foi efetuada pela Deic – Foto: PCSC/Divulgação/NDPrisão foi efetuada pela Deic – Foto: PCSC/Divulgação/ND

O mandado de prisão preventiva contra André Luis Galle Dal Pra foi expedido pela 4ª Vara Criminal de Florianópolis.

O processo, ao qual o ND+ teve acesso, aponta que o pedido de prisão foi feito pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) porque o suspeito teria tentado coagir uma testemunha.

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O mandado de prisão foi expedido no dia 17 de junho pelo juiz Rafael Bruning, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Florianópolis.

O crime é considerado estupro de vulnerável, uma vez que a vítima estava dopada, e ocorreu em Florianópolis, em 2019. À época, a jovem tinha 20 anos. Dal Pra também teria registrado e compartilhado imagens do ato sexual sem o consentimento da vítima.

O empresário é suspeito de drogar a jovem colocando um comprimido de MDA em uma taça de vinho oferecida a ela. Depois disso, ele teria a estuprado e compartilhado imagens do ato.

“Como se vê, como a cristalinidade da água que brota da rocha, além da gravidade concreta do espúrio crime praticado – no qual o réu ardilosamente drogou a vítima com substâncias inseridas ardilosamente na taça de vinho (incluído anfetamina MDA) para depois desta se aproveitar sexualmente –, não sobejam dúvidas de que, além de filmar a intimidade do satos sexuais delituosos, divulgou de forma covarde cenas sexuais registras após dopar a vítima”, diz o promotor de Justiça Affonso Ghizzo Neto.

Além disso, o documento do MPSC traz um print de uma conversa do detido com uma testemunha, na qual ele tenta coagi-la.

“Como se observa da análise das conversas extraídas e documentadas em ata notarial, o réu se julga ‘acima do bem e do mal’, ignorando a ação da Justiça buscando ‘manipular’ e coagir testemunhas, ao indicar o que poderia ser perguntado durante a instrução criminal, objetivando, obviamente, montar uma estratégia de defesa, visando alterar a verdade sobre os fatos”, considera o promotor.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, André Luis Galle Dal Pra estava escondido em um hotel de São Paulo. O preso foi encaminhado ao sistema prisional de São Paulo, onde aguarda ser transferido para Santa Catarina.

A advogada de defesa da vítima, Bruna dos Anjos, afirmou que a jovem teve que mudar de cidade devido ao crime.

A defesa de André Luis Galle Dal Pra, representada pelo advogado Osvaldo Duncke, destacou que o processo tramita em segredo de justiça. Disse ainda que se manifestará apenas nos autos, “mas que em breve ficará comprovado que os fatos narrados são inverídicos e que será demonstrada a inocência do acusado.”

De acordo com o advogado, ainda nesta sexta-feira (24), deve ser realizada uma audiência de custódia. “Acreditamos na soltura após a audiência”, acrescentou Duncke.