Dois suspeitos de furtar um carregador de bateria de uma empresa em Araxá, em Minas Gerais, foram torturados com choques elétricos, supostamente pelo proprietário e dois funcionários. Uma das vítimas não resistiu aos ferimentos e morreu. As informações são do site Estado de Minas.
Suspeito de furtar carregador morre após sessão de tortura – Foto: William Tardelli/Patrocínio Online/NDSegundo a Polícia Militar, os dois homens agredidos foram levados à Unidade de Pronto Atendimento, a UPA de Araxá, na noite de segunda-feira (27). Os suspeitos do furto apresentavam lesões e queimaduras graves pelo corpo. Um deles foi levado pelos próprios suspeitos, o outro conseguiu ir sozinho.
Dione Rodrigues de Jesus, de 31 anos, chegou à UPA já sem vida. O outro, de 37 anos, estava consciente e deu sua versão à polícia. De acordo com o registro policial, ele e o rapaz que morreu foram abordados por três indivíduos em um carro e levados para um galpão, onde teriam sido torturados com choque da rede elétrica.
SeguirOs suspeitos das agressões, de 27 e 31 anos, teriam questionado os homens sobre um carregador de bateria que teria sido furtado. Depois, iniciaram os choques elétricos.
Polícia Civil investiga caso – Foto: William Tardelli/Patrocínio Online/NDEles justificaram aos policiais militares que foram chamados pelo patrão para dar um susto nas vítimas. O dono da empresa desconfiava que a dupla torturada teria furtado o aparelho.
A Polícia Civil informou que realizou perícia no local do crime. Também disse que os dois suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de tentativa de homicídio e homicídio consumado. Os homens estão no Sistema Prisional de Araxá. Já os objetos apreendidos foram levados para a perícia.
Ainda de acordo com a polícia, são realizadas diligências de modo a localizar o terceiro investigado, de 50 anos. “Os trabalhos investigativos prosseguem para a completa elucidação dos fatos”, finaliza nota divulgada pela Polícia Civil.
Investigação
O delegado da Polícia Civil, Vinicius Ramalho, informou que a empresa em questão é do ramo da construção civil, e o patrão havia contratado o homem que morreu após o ataque para trabalhar com ele. No decorrer dos serviços, teria desconfiado do furto de um equipamento e decidiu dar um ‘susto’ no funcionário e em outro homem de 37 anos.
Local onde aconteceu a tortura – Foto: Polícia Civil/ND“Ele, junto dos outros dois autores que são funcionários da empresa, localizaram esse indivíduo, que vive praticamente em situação de rua, é usuário de crack, de bebida alcoólica, o levaram até um barracão dessa empresa e lá praticaram ato de tortura com ele”, detalhou Ramalho.
Dione Rodrigues, que morreu, foi amarrado, despido e agredido com choques durante o crime. “Os 3 tiveram participação na tortura, ainda que mínima, para conter, ameaçar, constranger, mas um deles que é o empresário, que é o indivíduo foragido. Ele determinou como tudo ocorreria”, detalhou.
*As informações são do site Estado de Minas.