Suspeito de matar ex-companheira em SC estava há poucos dias sem tornozeleira eletrônica

Juliana Grasiela Pinheiro Wirth foi morta a facadas ao lado do filho de 2 anos enquanto dormia; além de ex-companheira, homem já foi condenado em 2015 pelo assassinato de uma adolescente

Leandra Cruber Joinville

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O homem indiciado por matar a facadas Juliana Grasiela Pinheiro Wirth  de 40 anos, em 24 de maio, estava há poucos dias sem a tornozeleira eletrônica, diz a Polícia Civil. A investigação aponta que ele cometeu o crime quando a ex-companheira dormia ao lado do filho de 2 anos.

ex-companheira foi morta a facadasMulher dormia com o filho de dois anos quando foi morta – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND

Já condenado, em 2015, a 18 anos de prisão pela morte da adolescente Claudiane Salla Belarmino, que era sua cunhada, o suspeito teria cumprido cerca de dez anos de reclusão no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.

Devido a progressão da pena, ele foi solto e usava tornozeleira eletrônica. Mas, recentemente, retirou o item e vivia em liberdade.

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De acordo com a 2ª Vara Criminal da comarca de Jaraguá do Sul, Gilberto Ludvichak, de 45 anos, havia cumprido “todos os requisitos legais para a progressão do réu ao regime aberto” no dia 25 de março de 2024.

“De modo que a soltura do apenado foi o cumprimento do que determina a lei, sob pena de o próprio magistrado responder por abuso de autoridade”, diz em nota.

Adolescente foi morta em motel

O homicídio da adolescente de 15 anos, em setembro de 2014, também em Guaramirim, abalou a comunidade e repercutiu na imprensa.

Segundo o inquérito policial, ela foi morta em um motel depois que se recusou a ter relações sexuais com o suspeito que, na época, tinha 35 anos. Ele ainda escondeu o corpo e ateou fogo.

A Polícia Civil concluiu que eles mantinham um caso e o homem a matou para que a relação não fosse descoberta.

Claudiane Salla Belarmino saiu para ir a escola e não retornou. Seis dias depois, o corpo foi encontrado no bairro Caixa D’Água. A investigação levou três meses para ser concluída.

Ele confessou o crime e, em 2015, foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe.

Ex-companheira foi morta ao lado do filho

Dez anos depois, Gilberto foi indiciado pelo Ministério Público de Santa Catarina pela morte de outra mulher.

Conforme a ocorrência da Polícia Militar, o homem teria entrado na casa de Juliana Grasiela Pinheiro Wirth e a golpeado com facadas enquanto ela dormia ao lado do filho de 2 anos.

Vítima de 40 anos foi morta em 24 de maio; homem gravou o corpo para mostrar a atual namorada  – Foto: Polícia Militar/Divulgação/NDVítima de 40 anos foi morta em 24 de maio; homem gravou o corpo para mostrar a atual namorada  – Foto: Polícia Militar/Divulgação/ND

Depois, ele relatou a atual namorada – proprietária do local onde Juliana morava – o que tinha feito. Ela não teria acreditado e o Gilberto voltou a casa para gravar um vídeo da ex-companheira já sem vida.

O motivo, segundo depoimento à polícia, seria uma “prova de amor”. Já que a então namorada foi denunciada por maus-tratos e o casal acreditava ter sido Juliana quem denunciou.

No entanto, segundo a delegada Roberta França, a vítima nunca fez tal tipo denúncia.

A namorada de Gilberto nega a versão dada pelo homem e também é investigada. Ele está preso preventivamente desde o dia 24 de maio.

O Ministério Público de SC diz que deve se pronunciar em breve sobre o caso.