Suspeitos de agressão à equipe da NDTV Record Joinville quebram silêncio sobre o caso

Agressão contra equipe de reportagem aconteceu no último sábado (15) e ganhou repercussão nacional

Redação ND Joinville

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Quase uma semana após o episódio de agressão à equipe da NDTV Record Joinville, dois dos envolvidos quebraram o silêncio e se posicionaram sobre o caso por meio de uma nota enviada pela advogada.

Parte da frente do carro foi totalmente destruída pelos agressores – Foto: Ricardo Alves/NDTVParte da frente do carro foi totalmente destruída pelos agressores – Foto: Ricardo Alves/NDTV

O texto fala em arrependimento quanto aos atos e ressalta que os dois envolvidos estão à disposição da Justiça. Veja a nota na íntegra:

Em virtude do cenário ocorrido no dia 15 de maio, na Choperia Dona Francisca, situada na Rua Visconde de Taunay, Jonathan Borges Pereira e Jakson Fabiano Veiga da Silva, através de sua advogada Jaqueline Barni, vêm a público demonstrar arrependimento quanto aos atos praticados contra os repórteres da NDTV Joinville, bem como a toda sociedade Joinvilense. Cabe ressaltar ainda, que os envolvidos já prestaram depoimento junto à 1a Delegacia de Polícia de Joinville, e estão à disposição da justiça para reparar os danos causados. 

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Segundo o delegado Fábio Baja, que investiga o caso, faltam apenas o depoimento da proprietária da choperia e um laudo sobre os danos ao veículo para que o inquérito policial seja concluído.

O repórter Ronaldo Daros e o operador de câmara Ricardo Alves foram agredidos enquanto trabalhavam no último sábado (15), em frente à choperia que fica na região central da cidade.

Ronaldo foi agredido e ameaçado de morte e um dos envolvidos também quebrou o para-brisa do carro usado pela equipe de reportagem.

A situação ganhou repercussão nacional e chama a atenção para o crescente número de casos de violência contra jornalistas no Brasil.

Segundo o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), foram 428 ataques no ano passado, aumento de 105% em relação a 2019.

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