Novos suspeitos de terem participado do assalto à agência do Banco do Brasil em Criciúma, no dia 1º de dezembro, podem ser reconhecidos nas próximas semanas. Isso porque foram identificados vestígios de sangue em diferentes pontos da cena do crime.
Análises de DNA devem ajudar a reconhecer suspeitos – Foto: Foto: Anderson Coelho/NDO processamento dos materiais, a partir de análise de DNA, está sendo feito pelo Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP/SC). De acordo com o diretor do Instituto de Criminalística, Tiago Petry, ainda não é possível afirmar de quantos criminosos são os vestígios coletados. “Pode até ser de uma única pessoa”, explicou.
As análises seguem em sigilo para não comprometer a investigação. “Não podemos divulgar ainda onde e nem quantas amostras foram coletadas”, afirmou Tiago Petry.
SeguirAté o momento, 14 das cerca de 50 pessoas que teriam participado do crime foram presas. Na ocasião, os bandidos estavam fortemente armados e se dividiram em dez carros de luxo, sitiando toda a cidade. A estimativa é que os envolvidos tenham levado cerca de R$ 80 milhões da agência.
A expectativa de realizar a identificação acontece porque teriam sido verificadas perfurações de bala em carro utilizado pelos criminosos, além de vestígios de sangue no interior do veículo.
Julgamento de habeas corpus
O julgamento do primeiro pedido de habeas corpus dos suspeitos deve ser feito nesta quinta-feira (17), às 9h, em sessão virtual do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ/SC).
A relatora no caso é a desembargadora Cinthia Beatriz Schaefer. Na sessão, será julgado o suspeito de ter atuado como “batedor” no crime.
Investigação
Na última quarta-feira (9), foi divulgado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no Ceará e a prisão de um casal em Campinas. Uma liderança de facção paulista também foi detida.
Caminhão foi incendiado pelos assaltantes – Foto: Guilherme Hahn/Ishoot/Estadão Conteúdo/NDExiste a suspeita de que o grupo de criminosos tenha alugado um imóvel nas imediações do Banco do Brasil, onde os bandidos teriam planejado o crime. Devido à complexidade da ação, a conclusão das investigações ainda devem levar alguns meses.
A tendência é que os próximos passos da apuração aconteçam de maneira mais sigilosa. “Na atual fase de investigação, quanto menos informações os criminosos tiverem sobre o andamento das diligências, melhor”, comunicou o diretor da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), Luís Felipe Fuentes.