Um bilhete enviado a uma menina de 13 anos no último dia 31 de outubro é alvo de investigação na Grande Florianópolis. Isso porque o remetente foi um homem de 36 anos que escreveu no papel: ‘Te achei linda’, junto a um número de telefone. A garota era observada pelo adulto, enquanto brincava no parque de um condomínio residencial com outras crianças.
A menina brincava em um parque com outras crianças quando recebeu o bilhete – Imagem Ilustrativa: Pixabay/Divulgação/NDO caso foi revelado pelo Portal Catarinas na segunda-feira (7). Na reportagem, a mãe da menina contou que o homem mandou um outro menino, mais novo, se aproximar da filha dela e pedir o nome e a idade. Instantes depois, ele teria voltado com o bilhete. No papel havia o número de telefone junto com as frase: ‘Pode chamar’ e “Te achei linda”.
Ainda de acordo com o relato da mãe à reportagem do Portal, a filha – ao ver o homem a encarando – procurou o vigilante do condomínio. O profissional falou com a mãe da menina e a orientou a abrir um boletim de ocorrência. Antes, porém, a mulher quis conversar com o homem, que – segundo ela – confirmou que escreveu o bilhete, mas que pensava que a menina era maior de idade.
SeguirA mulher agrediu o homem e os dois foram parar na delegacia. Segundo a reportagem, a polícia registrou o caso como vias de fato – quando há uma agressão – e a mulher passou a ser a autora da agressão e o homem, a vítima. Ainda conforme a denúncia da mãe, uma agente da polícia teria sido chamada para avaliar se a menina poderia ser confundida por uma mulher maior de 18 anos.
“A agente confirmou que ela poderia ter sido confundida com uma mulher maior de 18 anos na minha frente e da minha filha, descredibilizando não só o ocorrido, mas desamparando a menina”, contou a mãe ao portal Catarina.
Caso é investigado
Conforme apurou o portal ND+, o caso é investigado pela Polícia Civil por meio da DPCami (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Palhoça. Conforme a delegada Gisele De Faria Gerônimo, algumas pessoas já foram ouvidas. “Foram ouvidas ainda no dia em que os fatos ocorreram e logo em seguida já foi instaurado o procedimento”, informou .
A delegada também destacou que a polícia já tem material necessário para investigação, porém, outros detalhes não foram repassados para não expor a vítima.