Terceiro suspeito de ligação com mortes de Dom Phillips e Bruno Pereira se entrega à polícia

Além dele, dois irmãos foram presos pelo envolvimento nas mortes; um deles confessou a participação e indicou o local onde estavam os corpos

Redação ND Joinville

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Um terceiro suspeito de envolvimento nas mortes do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira se entregou à polícia de Atalaia do Norte, no Amazonas, na manhã deste sábado (18).

Restos mortais que seriam de Dom e Bruno foram levados à Polícia Federal em Brasília – Foto: TV Brasil/NDRestos mortais que seriam de Dom e Bruno foram levados à Polícia Federal em Brasília – Foto: TV Brasil/ND

Trata-se de Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, que, segundo nota da Polícia Federal, deve ser interrogado e encaminhado para audiência de custódia.

Além dele, outros dois são suspeitos pelas mortes: os irmãos Amarildo dos Santos, conhecido como “Pelado”, e Osoney da Costa. Um deles, aliás, confessou ter matado, esquartejado e ateado fogo no corpo das vítimas.

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Os restos mortais que seriam de Bruno e de Dom foram encaminhados a Brasília após um dos suspeitos indicar o local onde os corpos foram enterrados, em uma área de mata fechada.

A perícia feita nos restos mortais confirmou que parte do material era do jornalista britânico. A polícia ainda faz testes para confirmar a morte de Bruno.

Dupla visita a região para produzir conteúdo sobre invasões

Bruno e Dom desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas, no dia 5 de junho. Eles estavam na região com o objetivo de realizar entrevistas para a produção de um livro e de reportagens sobre invasões em terras indígenas.

Jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira – Foto: Reprodução/Internet/NDJornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira – Foto: Reprodução/Internet/ND

Dom Phillips era jornalista freelancer, escrevia para o jornal The Guardian e era apaixonado pela Amazônica. Ele vivia no Brasil desde 2007 e deixa esposa, irmã, cunhado e sobrinhos.

Bruno Pereira era natural de Recife, trabalhou na Funai e foi coordenador na regional de Atalaia do Norte, tendo sido exonerado em 2019, sem ser informado sobre motivos técnicos. Atualmente, trabalhava como consultor da Unijava (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari ). Ele deixa esposa e três filhas.

*Com informações do portal R7.

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