Tinder do Crime: mulher de 21 anos, casada e com filho pequeno, atuava como ‘isca’ em esquema

Investigada seria a responsável por encontrar as vítimas em aplicativos de relacionamento, como o Tinder, e atraí-las para emboscadas

Foto de Leicilane Tomazini

Leicilane Tomazini Florianópolis

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Uma mulher de 21 anos, casada e mãe de uma criança, é apontada pela Polícia Civil como “isca” em um esquema criminoso que realizou uma série de roubos durante encontros amorosos em Santa Catarina. A investigada seria a responsável por encontrar as vítimas em aplicativos de relacionamento (como o Tinder, por exemplo) e atraí-las para emboscadas.

Tinder: mulher era isca em esquema que usava aplicativo para atrair vítimasMulher de 21 anos é apontada pela Polícia Civil como “isca” em um esquema criminoso que realizou uma série de roubos durante encontros amorosos usando o Tinder, em Santa Catarina – Foto: Isca

O “Tinder do crime” foi desarticulado nesta segunda-feira (8) pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais de Santa Catarina. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, em Florianópolis, Palhoça – na Grande Florianópolis -, Alvorada, Guaíba e Bagé, no Rio Grande do Sul.

Segundo o delegado Diego Azevedo, responsável pelas investigações, além da mulher, que seria a isca para atrair as vítimas, cada integrante da organização criminosa possuía uma tarefa específica, desde executar os furtos até intermediar a venda dos veículos roubados.

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Operação “Tinder – Última Fase”

Segundo a investigação, o assalto era anunciado logo no início do encontro, quando os homens chegavam ao endereço marcado pela mulher. Os integrantes da quadrilha coagiam as vítimas com armas de fogo, segundo a polícia, fazendo ameaças e obrigando que realizassem transferências bancárias.

Após receber o dinheiro, os integrantes do grupo criminoso roubavam o celular e abandonavam as vítimas em um local ermo de Palhoça. Os carros eram levados e, posteriormente, as vítimas eram extorquidas em troca da devolução do veículo.

Investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, extorsão e roubo qualificado – Foto: Reprodução/NDTV/NDInvestigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, extorsão e roubo qualificado – Foto: Reprodução/NDTV/ND

Conforme explicou o delegado, os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, extorsão e roubo qualificado, com penas que poderão ultrapassar os 20 anos de prisão.

Como os nomes dos envolvidos não foram divulgados, a reportagem não localizou as defesas dos suspeitos para que se manifestassem.

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