Tiroteio dentro da Fiocruz deixa quatro suspeitos mortos e uma funcionária ferida no RJ

Em nota, a Fiocruz criticou a conduta dos policiais e afirmou que a ação colocou trabalhadores e alunos em risco no campus

Foto de Beatriz Rohde

Beatriz Rohde Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (8) entrou na sede da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em Manguinhos, na zona norte da capital fluminense. Durante o tiroteio, quatro suspeitos foram mortos e uma funcionária ficou ferida.

Operação policial invadiu o campus da Fiocruz no Rio de JaneiroQuatro suspeitos invadiram o campus da Fiocruz e morreram em confronto com a Polícia Civil – Foto: Reprodução/X/ND

A funcionária da fundação foi atingida por estilhaços e precisou de atendimento médico após uma bala perdida perfurar o vidro do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, onde são fabricadas vacinas e outros medicamentos.

A “Operação Torniquete” tem por objetivo reprimir roubos, furtos e receptação de cargas e de veículos, que financiam as atividades de facções criminosas. A ação apreendeu armas e drogas na comunidade.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir
Sede da Fiocruz na zona norte do Rio de JaneiroA sede da fundação fica ao lado dos complexos de Manguinhos e Maré no Rio de Janeiro – Foto: Fiocruz/Reprodução/ND

A Polícia Civil ainda prendeu um vigilante do campus, acusado de “auxiliar na fuga de traficantes da comunidade”. Segundo a Fiocruz, no entanto, ele fazia o trabalho de desocupação da área para garantir a segurança dos estudantes e trabalhadores no momento da incursão policial.

Ação da polícia foi ‘arbitrária e sem autorização’, declara Fiocruz

Em nota na manhã desta sexta-feira, a Fiocruz afirmou que os policiais “entraram descaracterizados e sem autorização no campus”.

Vidro perfurado por bala perdida no campus da FiocruzA funcionária atingida por estilhaços precisou de atendimento médico – Foto: Divulgação/Fiocruz/ND

“Toda a ação da Polícia Civil ocorre de forma arbitrária, sem autorização ou comunicação com a instituição, colocando trabalhadores e alunos da Fiocruz em risco. A Polícia permanece, até o início desta tarde, no campus da Fiocruz”, declarou a fundação.

O campus Manguinhos-Maré fica ao lado de duas comunidades na zona norte do Rio de Janeiro. A Rua Leopoldo Bulhões e a orla do Rio Faria-Limbó foram fechadas para a operação.

A fundação também orientou os trabalhadores, alunos e demais frequentadores do campus a se manter “em estado de atenção, evitando circulação por áreas abertas”.

Tópicos relacionados