Todos os presos por envolvimento em crime de venda de carne de cavalo estão em liberdade

Nesta semana o Tribunal de Justiça de Santa Catarina concedeu habeas corpus a três acusados de envolvimento em crimes como a venda de carne de cavalo

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Numa das mais rumorosas operações policiais dos últimos tempos no sul do estado sete pessoas chegaram a ser  presas. Trata-se da Operação Hefesto, que ganhou toda esta repercussão porque revelou entre outros crimes a comercialização de carne de cavalo para consumo humano e a distribuição em conhecidos estabelecimentos de produção alimentar. A liberdade dos últimos presos foi divulgada nesta semana pelo advogado dos beneficiados com a decisão.

A Polícia Civil divulgou fotos da Operação Hefesto, identificando mais tarde que testes comprovaram a presença de carne de cavalo entre o material apreendido – Foto: Divulgação/NDA Polícia Civil divulgou fotos da Operação Hefesto, identificando mais tarde que testes comprovaram a presença de carne de cavalo entre o material apreendido – Foto: Divulgação/ND

Este inquérito da PC foi instaurado através da delegacia de polícia da cidade de Cocal do Sul, mas que atuou especialmente na cidade vizinha de Morro da Fumaça. Nela estava o centro da máquina de operação dos crimes. Tudo começou a ser investigado em agosto de 2020 e o “fio da meada” era o tráfico de drogas.

Ao final esta prática foi identificada mas a ela estavam relacionados outros crimes como receptação de objetos furtados, furto de gado, crime ambiental, venda de armas, venda de produto veterinário falsificado, venda de produto impróprio para o consumo e organização criminosa.

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Chamou ainda mais atenção o fato do proprietário de um CTG (Centro de Tradições Gaúchas) e o seu filho estarem citados como pivô de todo o esquema. Além destes, um genro do proprietário do CTG e seu irmão faziam parte do esquema, segundo a polícia.

O proprietário do CTG tem indiciamento em pelo menos oito crimes. E a relação de crimes é extensa com seu filho que está enquadrado em pelo menos cinco crimes. Pai e filho seriam, diz o relatório a polícia, chefes da organização criminosa.

Como num “balaio de siri”, a polícia foi ligando os casos e no dia 16 de abril foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e uma de prisão. A partir dai outros desdobramentos e pedidos de prisão que chegaram a sete. Ao todo nove pessoas foram investigadas e denunciadas.

A polícia entregou parte dos inquéritos, mas mantém outros em aberto com possíveis investigações complementares. Isso significa que mais coisa pode vir à tona.