Três prefeitos de municípios Oeste de SC são encaminhados ao presídio, diz TJ

Os prefeitos de Ipuaçu, Ipira e Pinhalzinho foram encaminhados ao presídio após audiência de custódia. Os mandados foram cumpridos na Operação Fundraising

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Redação ND Chapecó

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Os prefeitos de Ipuaçu, Ipira e Pinhalzinho, Oeste de SC, foram encaminhados ao presídio após audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (19). Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos na Operação Fundraising, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e o Geac (Grupo Especial Anticorrupção).

Os prefeitos foram presos na Operação FundraisingA Operação Fundraising investiga um grupo empresarial suspeito de fraudar licitações para desvio de verba pública – Foto: MPSC/Divulgação/ND

Em nota à imprensa, o Tribunal de Justiça de SC confirmou a homologação da prisão preventiva e o encaminhamento ao presídio.

O prefeito de Pinhalzinho, Mário Afonso Woitexem (PSDB), foi preso em Florianópolis e passou por audiência de custódia na Capital do Estado. O prefeito de Ipira, Marcelo Baldissera (PL), teve audiência em Capinzal e a audiência da prefeita de Ipuaçu, Clori Peroza (PT), foi em São Domingos.

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O que diz a Prefeitura de Ipuaçu?

Em nota, a Prefeitura de Ipuaçu explica que a operação buscou e apreendeu documentos relativos à contratação de empresa de prestação de serviços para a captação de recursos destinados à execução de obras, programas e ações a nível municipal.

Ainda, a administração descreve que colabora com as autoridades para o esclarecimento dos fatos “e em busca da verdade, pautando-se pelos princípios da transparência e da ética”, completa a nota.

Prefeita de Ipuaçu também foi presa Clori Peroza (PT) é Prefeita de Ipuaçu e foi presa durante a operação – Foto: Divulgação/ND

O que diz a prefeitura de Pinhalzinho?

Às 11h40, a Administração Pública de Pinhalzinho publicou uma nota oficial informando que houve cumprimento de mandados pelo Gaeco em Pinhalzinho e em Florianópolis em investigação sobre processo licitatório do ano de 2019.

“Por se tratar de investigação sigilosa até para os servidores que participaram do cumprimento dos mandados, maiores informações serão prestadas quando a investigação se tornar pública”, informou a prefeitura.

PSDB

O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), partido do prefeito de Pinhalzinho, também se manifestou e destacou que ainda não teve acesso aos autos do processo de investigação contra Woitexem.

A Executiva Estadual do PSDB destacou que mantém “a confiança na lisura de seus atos. Pautado pela ética, transparência e moralidade, o PSDB/SC apoia qualquer investigação de autoridades constituídas”.

Prefeito de Pinhalzinho foi preso O prefeito de Pinhalzinho, Mário Afonso Woitexem (PSDB), foi preso em Florianópolis – Foto: Prefeitura de Pinhalzinho/Divulgação/ND

O que diz a Prefeitura de Ipira?

A Prefeitura de Ipira confirmou que os membros do Gaeco estiveram no prédio da administração e solicitaram documentos referentes a licitações, contratos e pagamentos dos anos de 2015 a 2021. “A prefeitura permanece à disposição das autoridades competentes”, afirma.

A Câmara de Vereadores de Ipira também se manifestou e afirmou que o jurídico do local analisa toda a documentação pertinente para que então os procedimentos cabíveis sejam tomados.

A Câmara ressalta que zela pela transparência, veracidade dos fatos e age sempre de acordo aos princípios constitucionais da administração pública.

Prefeito de Ipira foi preso em operação O prefeito de Ipira, Marcelo Baldissera (PL), teve audiência de custódia em Capinzal – Foto: Divulgação/ND

Prefeitos presos: Operação Fundraising

A operação investiga um grupo empresarial suspeito de fraudar licitações para desvio de verba pública, mira 23 municípios catarinenses.

Conforme o Gaeco, o objetivo é cumprir 63 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva, destes, cinco contra servidores públicos. Um município do Rio Grande do Sul e Brasília também são alvos da operação.

Em setembro de 2023, a primeira fase da operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Gravatal e Brasília.

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