Últimas palavras de TH da Maré em áudio revelam desespero do traficante antes de ser morto

Líder de uma das maiores facções criminosas do Rio, TH da Maré foi morto na última terça-feira (13) em troca de tiros com o Bope; durante a operação, traficante agonizou e pediu ajuda de amigos

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Redação ND Florianópolis

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As últimas palavras de TH da Maré foram reveladas em áudio - Foto: Reprodução/NDAs últimas palavras de TH da Maré foram reveladas em áudio – Foto: Reprodução/ND

As últimas palavras de TH da Maré mostram que o traficante já sabia que iria morrer durante a operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) do Rio de Janeiro, ocorrida na última terça-feira (13) no Complexo da Maré.

TH foi encontrado em uma espécie de “bunker”, estrutura subterrânea onde estava escondido. Após ser baleado pelos agentes do Bope, ele teria tentado fugir pulando entre lajes, antes de cair em um beco, de onde enviou um áudio para amigos.

Últimas palavras de TH da Maré

No áudio, TH conversa em códigos. Ele diz que “morador brotou aqui”, com “morador” significando agentes do Bope e “brotou” anunciando que o batalhão havia chegado no local. Ele pede para os amigos também “brotarem”.

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Ainda, o traficante diz que “celular está a 1%”, uma gíria que significa que a sua morte está iminente.

Ouça as últimas palavras de TH da Maré:

Últimas palavras de TH da Maré relevaram desespero e agonia do traficante momentos antes de ser morto pelo Bope – Vídeo: Reprodução/ND

TH da Maré foi morto em operação do Bope

Thiago da Silva Folly, o TH da Maré, foi morto no Morro do Timbau, no Rio de Janeiro. Ele liderava o tráfico nas comunidades Vila do João e Baixa do Sapateiro. O esconderijo em que ele foi encontrado pela polícia ficava em uma comunidade vizinha.

Considerado um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, TH era um dos chefes da facção TCP (Terceiro Comando Puro). Ele estava foragido há oito anos após ser denunciado pelas mortes do cabo do Exército Michel Augusto Mikami, assassinado em 2014, e do soldado da Força Nacional Hélio Messias Andrade, baleado em 2016 ao entrar por engano no Complexo da Maré.

A operação também resultou na morte de dois dos seus seguranças. Um deles, identificado como Daniel Falcão dos Santos, o Gotinha, foi velado no mesmo local, momentos depois.

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