Um mês após o acidente aéreo que matou Marília Mendonça aos 26 anos, em Minas Gerais, as investigações da Polícia Civil continuam. A causa que levou à queda do avião ainda não foi respondida.
Marília Mendonça se torna a mulher mais ouvida no mundo – Foto: Reprodução/InternetEntre as vítimas estavam o tio e o produtor da cantora, assim como o piloto e o copiloto. Todos morreram de politraumatismo devido ao impacto no chão.
Viagem a Minas Gerais
Marília Mendonça viajava de Goiânia para um show em Caratinga, na região do Vale do Rio Doce de Minas Gerais, com a empresa de táxi aéreo PEC Aviação.
SeguirO piloto, Geraldo Medeiros; o copiloto, Tarciso Viana, foram designados para fazer o translado. O tio e assessor, Abicieli Silveira Dias Filho, e o produtor Henrique Ribeiro a acompanharam. Os demais membros da equipe foram de ônibus.
A investigação
Nos dias seguintes ao acidente, os destroços do avião foram enviados ao Seripa (Serviço Regional de Investigação de Acidentes Aeronáuticos), órgão vinculado ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção e Acidentes Aeronáuticos) que apura o caso.
A Polícia Civil informou ao UOL que ainda não concluiu as investigações, mas os primeiros laudos atestam que os pilotos não tiveram problemas de saúde no dia da tragédia e que a aeronave não foi atingida por arma de fogo.
Um das possíveis causas apuradas é a queda da aeronave ter sido provocada ao atingir um cabo de distribuição de energia próximo ao local do pouso, segundo a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). A hipótese é reforçada por conta de um cabo ter sido encontrado enrolado de uma das hélices.
“Não podemos afirmar que de fato o acidente teria acontecido dessa forma, mas os relatos de pessoas que residem na localidade dizem isso”, ressaltou o capitão Jefferson Luiz Ribeiro, da PM de Minas Gerais, em entrevista ao UOL News.
A outra hipótese é a da falha dos motores, mas a investigação depende da avaliação do Cenipa, sem prazo determinado para conclusão.
“Pode ter sido algum problema com os motores que causou essa altitude baixa da aeronave, provocando a colisão, mas aí a gente aguarda os laudos do Seripa 03 [órgão do Cenipa]”, explicou Ivan Lopes Sales, delegado regional de Polícia Civil da cidade mineira.
Caso motiva criação de lei
O Projeto de Lei denominado Marília Mendonça foi aprovado na Comissão de Infraestrutura do Senado, nesta terça-feira (30).
Apresentado pelo senador Telmário Mota (PROS-RR), o Projeto de Lei recebeu parecer favorável da senadora Kátia Abreu (PP-TO), e torna obrigatória a sinalização completa de todas as linhas de transmissão, inclusive as que estão sob concessão ou permissão de distribuição de energia elétrica.
“Pela proposta, as concessionárias de energia elétrica devem pintar as torres que dão suporte a cabos elétricos, bem como instalar esferas coloridas para que os pilotos de aeronaves possam identificar o sinal de alerta. As concessionárias também podem fixar placas de advertência”, explicou a Agência Senado.
O PL 4.009/2021 (chamado projeto de Lei Marília Mendonça) prevê que os suportes (torres) devem ser pintados em cores que possibilitem aos pilotos de aeronaves identificá-los como sinal de advertência.