Amigos da família da menina de 7 anos, vítima do ataque a creche de Blumenau, lamentaram a morte da criança nas redes sociais e publicaram mensagens de apoio neste momento difícil enfrentado por seus familiares.
Flores são deixadas em frente à Creche Cantinho Bom Pastor em Blumenau – Foto: Franciele Cardoso/NDTVUm dos amigos do pai da menina comentou que, após receber a notícia sobre o ataque e descobrir que a filha do amigo estava entre as vítimas, ficou sem chão.
“Éramos quatro pais, longe de seus filhos e aflitos, já começamos a entrar em contato com as famílias. Graças a Deus nossas famílias estavam bem, mas aí recebemos a notícia de que uma das vítimas era filha de um amigo nosso, uma boa pessoa, que não faz mal a ninguém e que tinha na filha a alegria de continuar sempre em frente”.
SeguirEle ainda destaca que sempre viu a menina sorrindo, com alegria. “Uma menina que sempre vi sorridente, nas fotos e ao vivo, um anjo inocente”.
Uma outra amiga da família comentou sobre a tristeza deixada no coração dos familiares e amigos, algo que não consegue descrever. “Quanta tristeza nos nossos corações, não há palavras para descrever a dor da família e dos amigos. A tia ‘xata’ vai lembrar pra sempre de você, meu amor”, publicou.
O caso
Na manhã de quarta-feira (05), por volta das 9h, um homem de 25 anos pulou o muro do Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor e atacou as vítimas com uma machadinha. Ele se entregou à polícia logo após cometer o crime. Ao todo, três meninos e uma menina com idades entre 4 e 7 anos morreram.
As quatro crianças que morreram no ataque foram veladas nesta quinta-feira (06) em cemitérios de Blumenau. Outras cinco crianças também foram feridas no ataque, uma delas foi liberada após o atendimento médico e o restante retornou para a casa nesta quinta-feira.
Durante entrevista coletiva, o governo de Santa Catarina confirmou que o envolvido tem outras quatro passagens pela polícia, uma delas por esfaquear o padrasto. Ele também já foi detido por posse de drogas.
O ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.