As aulas na rede estadual em Blumenau foram suspensas nesta quarta (5) e quinta-feira (6), após o ataque em uma creche que vitimou quatro crianças no município do Vale do Itajaí. Em outras cidades do Estado, o Governo de Santa Catarina orientou pais e responsáveis a entrar em contato com as escolas para checar se a programação será alterada.
Creche Cantinho Bom Pastor, no início da rua dos Caçadores, no bairro Velha, em Blumenau, foi invadida por um homem na manhã desta quarta-feira (5) – Foto: Vinicius Bretzke/Eduardo Fronza/Reprodução/NDSanta Catarina não terá aulas na sexta-feira (7) em função do feriado. Segundo a SED (Secretaria de Estado da Educação), as aulas na rede estadual devem retornar na segunda-feira (10).
Além de Blumenau, as aulas nos outros municípios é facultativa nesta quinta (6).
SeguirFlorianópolis cancelou as aulas nas escolas e creches municipais, nesta quarta (5) e quinta-feira (6), após o governo estadual declarar ponto facultativo nesta quinta-feira. Segundo o prefeito da cidade, Topázio Neto, haverá uma reunião ainda nesta tarde com a Secretaria de Segurança Pública para avaliar toda a situação. As aulas no município voltam na segunda-feira (10).
Por sua vez, o Sinepe/SC (Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina) informou que a decisão sobre manter ou não as aulas nas escolas particulares fica a cargo de cada estabelecimento de ensino.
Governo do Estado desmente novos ataques
O Governo de Santa Catarina publicou um comunicado na tarde desta quarta-feira (5) para desmentir a informação de que o ataque na creche em Blumenau seria o primeiro de uma série.
“As Forças de Segurança de Santa Catarina reforçam que não há informação de outros ataques. Foi um caso isolado e várias mensagens têm circulado com desinformação sobre o caso”, afirmou o comunicado.
O delegado-geral Ulisses Gabriel, responsável pela investigação, também negou na tarde desta quarta-feira (5) que o criminoso de 25 anos que invadiu e matou quatro crianças na creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, tenha agido motivado por um jogo online.
“Não foi coordenado por outras pessoas, seja por jogo, seja por rede social. Foi ação isolada”, ressaltou Gabriel. A investigação, no entanto, não informou a motivação do crime, ainda investigada. O autor tem pelo menos quatro passagens policiais, sendo uma por ter esfaqueado o padrasto.
O ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.