Vereador de Florianópolis é preso por desobediência e político nega: ‘show pirotécnico’

Polícia afirma que político "partiu para cima" dos agentes após recusar conversar, na noite desta segunda-feira (12)

Redação ND Florianópolis

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O vereador de Florianópolis e candidato a deputado federal Maikon Costa (PL) foi preso na noite desta segunda-feira (12) por desobediência e resistência após agredir policiais. Segundo a Polícia Militar, o político se negou a conversar e a se retirar do local, além de intimidar os agentes ao realizar ligações telefônicas.

Maikon Costa (PL) foi preso nesta segunda-feira (12) em Florianópolis – Foto: Instagram/Reprodução/NDMaikon Costa (PL) foi preso nesta segunda-feira (12) em Florianópolis – Foto: Instagram/Reprodução/ND

A confusão aconteceu no pátio do comitê de campanha do PL, no bairro Capoeiras, que estava fechado. Um homem chamou a polícia para que Maikon e outro homem fossem embora, porque eles não atenderam ao pedido.

A corporação afirmou, por meio de nota, que o vereador se negou a conversar com os policiais e “partiu para cima” deles.

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“No boletim de ocorrência, ouvidas as testemunhas, todas foram unânimes quanto ao fato do vereador ter ‘partido para cima dos policiais’. Uma das testemunhas descreveu que ‘Com a chegada da polícia (…) não quis sair do local e depois partiu pra cima dos policiais e não obedeceu as ordens'”, diz o texto.

O vereador, no entanto, nega a recusa. Em nota enviado ao Grupo ND, ele afirma que “os relatos não condizem com os fatos”.

“As testemunhas de acusação mencionadas sequer estavam ou apareceram no local, tão pouco poderiam presenciar qualquer ato de agressão minha em direção a um dos sete policiais presentes, justamente por que não houve agressões da minha parte, as imagens compravam isso”, diz, se referindo às câmeras policiais. A assessoria da Polícia Militar afirma que não tem acesso às imagens.

Ao longo do texto, ele explica a sequência dos acontecimentos, que não é a mesma relatada pela PM.

“Me preparava então para deixar o local e seguir para minha casa, se não fosse pela descompensada e desproporcional ação de um Sargento Ronda que extrapolou seus limites com um Show Pirotécnico derrubando meu celular no chão e procedimentos de mata-leão, procedimento este já fora do POP – Procedimento Operacionais Padrão da PMSC”, diz.

A corporação deu voz de prisão ao vereador por desobediência e resistência. “O mesmo reagiu fisicamente, agredindo um dos policiais e foi utilizada a força necessária, conforme o protocolo policial, para algemar o agressor.”

O político bateu o nariz, segundo a polícia, em virtude da resistência física à prisão, e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento, do Continente, onde foi atendido, e depois encaminhado à Central de Polícia da Capital.

Na delegacia foi lavrado um termo circunstanciado pelos crimes de resistência e desobediência. O vereador foi liberado após os procedimentos legais.

“A PMSC esclarece que toda a ocorrência foi documentada por câmeras policiais e permanece à disposição para esclarecimentos”, finaliza a nota.

Nota da PM na íntegra

PM – NOTA PMSCPrisão de vereador em Florianópolis

1. Na noite desta segunda-feira, 12, policiais do 22⁰ Batalhão de Polícia Militar foram acionados para atender uma ocorrência em Capoeiras, região continental de Florianópolis. No local o solicitante relatou que dois homens estavam dentro do pátio de um comitê de campanha e que mesmo tendo solicitado para que se retirassem pois o comitê já estava fechado, os mesmos permaneciam no local.

2. Chegando no local dos fatos a guarnição policial solicitou a identificação para os dois homens e um deles se identificou como vereador da cidade de Florianópolis, mas negou-se a conversar com os policiais alegando estar em uma ligação. Solicitado o diálogo e a retirada do local o mesmo ignorou a presença dos Policiais Militares.

3. Diante da negativa e desconsideracao a ordem policial, a guarnição solicitou a presença do responsável pelo policiamento, que reiterou ao vereador que o mesmo deveria se retirar do local. Neste momento o vereador buscou intimidar os policiais, realizando ligações telefônicas, onde, segundo informações, foi orientado para que se retirasse do local.

4. No boletim de ocorrência, ouvidas as testemunhas, todas foram unânimes quanto ao fato do vereador ter “partido para cima dos policiais”. Uma das testemunhas descreveu que “Com a chegada da polícia (…) não quis sair do local e depois partiu pra cima dos policiais e não obedeceu as ordens.”

5. Assim, foi dada voz de prisão ao vereador por desobediência e resistência. O mesmo reagiu fisicamente, agredindo um dos policiais e foi utilizada a força necessária, conforme o protocolo policial, para algemar o agressor.

6. O vereador bateu o nariz, em virtude da resistência física à prisão, e foi conduzido até a Unidade de Pronto Atendimento, do Continente, onde foi atendido, e depois encaminhado à Central de Polícia da Capital.

7. Na delegacia foi lavrado um termo circunstanciado pelos crimes de resistência e desobediência, sendo o vereador foi liberado após os procedimentos legais.

8. A PMSC esclarece que toda a ocorrência foi documentada por câmeras policiais e permanece à disposição para esclarecimentos.

POLÍCIA MILITAR

Centro de Comunicação Social

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