Vereador e ex-diretor do Samae são indiciados por uso de retroescavadeira em SC; entenda

Inquéritos fazem parte da operação Hera, que investiga desvios de R$ 1 milhão em contratos na Fundação Ambiental da cidade

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Redação ND Criciúma

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A Polícia Civil concluiu dois inquéritos, de nove, da operação Hera, deflagrada na segunda-feira (13) no Sul catarinense, onde investiga desvios em contratos de R$ 1 milhão na Fundação Ambiental de Urussanga.

Polícia conclui dois inquéritos da operação Hera – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDPolícia conclui dois inquéritos da operação Hera – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Conforme a polícia, esses dois primeiros inquéritos dizem respeito aos crimes de peculato e fraude processual.

Ainda segundo as autoridades, com a conclusão do primeiro inquérito, um vereador afastado e servidor do Samae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Urussanga foi indiciado por fraude processual.

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Em tese, de acordo com a polícia, o servidor também teria obstruído a atuação da Justiça em um outro inquérito que investigou o uso indevido de veículo do Samae para fins particulares.

Já no segundo inquérito concluído, foram indiciadas duas pessoas por crimes de peculato. Um deles é o vereador afastado e servidor do SAMAE, que responde por dez acusações, e outro trata-se do ex-diretor do órgão.

O que dizem as provas

Segundo a polícia, as provas indicam a utilização indevida e para fins particulares de uma retroescavadeira pertencente ao Samae de Urussanga.

O ex-diretor já foi denunciado pelo Ministério Público por crimes de peculato, por dirigir sob efeito de álcool e por falsidade ideológica, com base no inquérito que apurou o uso indevido de um veículo do Samae.

Em ambos os inquéritos, também foi requerido o afastamento cautelar do ‘ex-vereador’ e servidor do Samae.

As penas do crime de peculato variam de dois a 12 anos de reclusão e multa. Já as penas do crime de fraude processual variam de três meses a dois ano de detenção e multa.

Operação Hera

As investigações começaram em julho de 2021 para apurar crimes de extravio ou sonegação de documento público, corrupção passiva, prevaricação, crimes ambientais e organização criminosa.

Na segunda-feira (13), a polícia realizou buscas em Urussanga, Criciúma, Cocal do Sul e Braço do Norte para cumprir 27 ordens judiciais, sendo de 18 buscas e apreensão, sete de afastamentos cautelares de função pública, duas prisões temporárias e quebra de sigilo de aparelhos telefônicos.

“Estamos buscando documentos, celulares e computadores que são de interesse da investigação. Nós identificamos que há pelo menos R$ 1 milhão desses contratos que estamos analisando e também há situações envolvendo a Secretaria do Meio Ambiente, assim como a Secretaria de Administração, através do setor de licitação, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Educação”, afirmou o delegado Ulisses Gabriel.

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