Vereador e secretária municipal: quem são os alvos da terceira fase da Operação Presságio

Terceira fase da Operação Presságio cumpre mandados na Câmara Municipal de Florianópolis e também na Secretaria do Continente; já são três secretarias investigadas até o momento

Foto de Vivian Leal

Vivian Leal Florianópolis

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Vereador, secretária municipal e servidores da Câmara de Vereadores e prefeitura. Nesta sexta-feira (28), a Polícia Civil cumpriu 26 mandados de busca e apreensão, além de seis pedidos de afastamento de cargos públicos, na terceira fase da Operação Presságio.

Polícia Civil apreende equipamentos eletrônicos em gabinete do vereador Guilherme Pereira (PSD)- Foto: Câmara de Vereadores de Florianópolis/Divulgação/NDPolícia Civil apreende equipamentos eletrônicos em gabinete do vereador Guilherme Pereira (PSD)- Foto: Câmara de Vereadores de Florianópolis/Divulgação/ND

As buscas foram cumpridas nas cidades de Florianópolis e São José, em endereços residenciais ligados aos investigados e também em endereços públicos, como a Câmara de Vereadores e a Secretaria do Continente.

Um dos alvos desta fase da Operação Presságio possui cargo comissionado junto ao gabinete do vereador Guilherme Pereira (PSD). O parlamentar também teve o endereço residencial incluído na lista.

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Quem são os investigados na terceira fase da Operação Presságio

A Polícia Civil investiga, nesta terceira fase da Operação Presságio, 19 pessoas por suposto envolvimento com os desvios de verba da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Cultura de Florianópolis. Segundo o inquérito, tratam-se de:

  • Adriano de Souza Ribeiro: funcionário em cargo de comissão na Câmara de Vereadores;
  • Adriano Roberto Weickert: superintendente de Pesca, Maricultura e Agricultura da Prefeitura de Florianópolis;
  • Anderson Martins da Silveira, presidente do Esporte Clube Fernando Raulino e ex-gerente de Captação de Recursos na Secretaria Municipal de Governo;
  • Carlos Eduardo Pereira Bonatelli: proprietário da empresa CB Eventos;
  • Carlos Eduardo Ramos de Camargo: presidente da Federação Aquática de Santa Catarina (FASC) e da Associação dos Pais e Amigos dos Nadadores (ANADO);
  • Daniel Rodrigues Ribeiro de Lima: empreendedor individual;
  • Erick Klauss Assis Schmidt: servidor público da Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis;
  • Ezequiel Luiz Costa de Lima (Zico): servidor terceirizado na Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Cultura de Florianópolis;
  • Gabriel Antonio Euzebio: empreendedor individual, ex-servidor terceirizado na Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte de Florianópolis e cabo eleitoral de Ed Pereira em eleições passadas;
  • Guilherme Dias Pires: Gerente de Pagamentos e Prestação de Contas da Secretaria da Fazenda de Florianópolis;
  • Guilherme Pereira de Paula (Gui Pereira): vereador de Florianópolis (PSD);
  • Julio Cesar da Silva (Cesinha Produtor): ex-presidente do Instituto Bem Possível;
  • Kelly Matos de Figueiredo: Secretária Municipal do Continente e Assuntos Metropolitanos;
  • Leonardo Silvano: ex-auxiliar técnico da Fundação Municipal de Esportes, foi exonerado após a primeira fase da Operação Presságio;
  • Renan Martins Pires: ex-funcionário terceirizado da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte;
  • Ricardo Andrade de Oliveira: proprietário da empresa Top Promoções e Eventos Ltda;
  • Ricardo Borges Bortoluzzi: proprietário de, pelo menos, três empresas envolvidas no esquema;
  • Rodrigo Menezes Cassidori (Cotines): cargo comissionado na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Florianópolis;
  • Sandro José de Melo: Coordenador da Associação Recreativa Cultural de Esportes do Balneário (ARCEB).

Consta ainda, no inquérito policial, pedido de afastamento de seis pessoas das funções públicas. São elas:

  • Adriano de Souza Ribeiro, funcionário em cargo de comissão na Câmara de Vereadores;
  • Adriano Weickert*, superintendente de Pesca, Maricultura e Agricultura da Prefeitura de Florianópolis;
  • Erick Klauss Assis Schmidt, Chefe do Departamento Administrativo Financeiro da Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis/SC;
  • Ezequiel Luiz Costa de Lima, servidor terceirizado da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte de Florianópolis;
  • Guilherme Dias Pires, Gerente de Pagamentos e Prestação de Contas da Secretaria da Fazenda de Florianópolis;
  • Kelly Mattos de Figueiredo, Secretária Municipal do Continente e Assuntos Metropolitanos.

* Adriano Weickert é pré-candidato a vereador e, por isso, já deixou a pasta.

Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão na Câmara de Vereadores de Florianópolis – Foto: Paulo Mueller/ Reprodução/ NDPolícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão na Câmara de Vereadores de Florianópolis – Foto: Paulo Mueller/ Reprodução/ ND

Seis servidores devem ser exonerados de cargos públicos

O judiciário aceitou pedido de afastamento para seis servidores que possuem cargos comissionados e ocupam funções públicas.

Pela manhã, a mesa diretora da Câmara de Vereadores encaminhou pedido de exoneração do servidor investigado, Adriano de Souza, medida que deve ser publicada no Diário Oficial até a noite.

Operação Presságio chega à terceira secretaria de Florianópolis

As investigações iniciaram para apurar o cometimento de crimes ambientais de poluição e instalação de atividade sem a devida licença, no terreno adjacente à Passarela Nego Quirido, durante greve da Comcap. Crimes contra a administração pública também foram apurados.

Posteriormente, descobriu-se um esquema de desvio de dinheiro público instalado dentro da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte de Florianópolis. Os envolvidos utilizavam contratos de fomento, entre município e organizações da sociedade civil, para mascarar o esquema.

Na etapa cumprida durante a sexta-feira, a Polícia Civil chegou à Secretaria Municipal do Continente e Assuntos Metropolitanos, tendo como alvo a atual secretária, Kely Mattos de Figueiredo. Ela é apontada como responsável pelas associações que receberiam verba oriunda da Secretaria de Esportes.

O que dizem as defesas

O advogado Alceu Pinto, que representa Adriano Weickert, confirmou que o mandado foi cumprido no endereço do cliente.

A defesa relata que Weickert foi surpreendido com uma acusação grave, foi alvo de um mandado de busca e apreensão e prontamente entregou o aparelho celular, pois “nada tem a esconder”.

Segundo a advogado, “Weickert não atuava em nenhuma parte financeira de qualquer organização e não emitiu ou pediu para emitir qualquer nota fiscal. Sequer tem qualquer experiência, muito menos expertise em contabilidade e nunca acobertou qualquer movimentação financeira”.

A reportagem tenta contato com as defesas dos demais investigados.