Vereador em SC que foi preso com espingarda adulterada é indiciado

Na época, ele pagou fiança de quase R$ 5 mil e foi liberado

Foto de Redação ND

Redação ND Criciúma

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Durante a operação Hera, deflagrada na semana passada, um vereador de Urussanga, no Sul catarinense, foi preso por posse irregular de arma de fogo e nessa quarta-feira (22) indiciado pelo crime.

Arma do vereador apreendida pela polícia – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDArma do vereador apreendida pela polícia – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Segundo a Polícia Civil, ele tinha em casa uma espingarda calibre 22 adulterada e diversas munições. A pena para o crime é de um a três anos.

Na época, ele chegou a ser preso, mas foi solto no mesmo dia após pagar R$ 4.400,00 de fiança. O vereador já havia sido indiciado também por outros dois crimes: peculato culposo e fraude processual.

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O último indiciamento contra ele aconteceu após a polícia concluir nesta semana mais um inquérito, de nove, da operação Hera no Sul catarinense, onde investiga desvios em contratos de R$ 1 milhão na Fundação Ambiental de Urussanga.

Indiciamentos

Na semana passada, as autoridades já haviam concluído mais dois inquéritos da operação. Com a conclusão de um, indiciaram um vereador afastado e servidor do Samae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Urussanga por fraude processual.

Já no segundo inquérito concluído, foram indiciadas duas pessoas por crimes de peculato. Um deles é o vereador afastado e servidor do SAMAE, que responde por dez acusações, e outro trata-se do ex-diretor do órgão.

Operação Hera

As investigações começaram em julho de 2021 para apurar crimes de extravio ou sonegação de documento público, corrupção passiva, prevaricação, crimes ambientais e organização criminosa.

Operação apura desvios em contratos de R$ 1 milhão – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDOperação apura desvios em contratos de R$ 1 milhão – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Na última segunda-feira (13), a polícia realizou buscas em Urussanga, Criciúma, Cocal do Sul e Braço do Norte para cumprir 27 ordens judiciais, sendo de 18 buscas e apreensão, sete de afastamentos cautelares de função pública, duas prisões temporárias e quebra de sigilo de aparelhos telefônicos.

“Estamos buscando documentos, celulares e computadores que são de interesse da investigação. Nós identificamos que há pelo menos R$ 1 milhão desses contratos que estamos analisando e também há situações envolvendo a Secretaria do Meio Ambiente, assim como a Secretaria de Administração, através do setor de licitação, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Educação”, afirmou o delegado Ulisses Gabriel.