Pancadaria generalizada tem vereador espancado por oito pessoas em SC; veja como ele ficou

Briga, que acorreu no dia 24 abril, em Leoberto Leal, ganhou desdobramentos em um inquérito policial

Kelley Alves Rio do Sul

Receba as principais notícias no WhatsApp

Dois grupos políticos com opiniões divergentes e uma briga com faca, arma, pessoas feridas, e esfaqueada, e um vereador espancado. O Inquérito Policial que apura uma confusão generalizada registrada em Leoberto Leal, no dia 24 de abril, vem sendo um verdadeiro quebra-cabeça para a Polícia Civil.

O desdobramento mais recente foi o depoimento do vereador Maique Rutkowski, que diz ter sido ameaçado e espancado por oito pessoas, que pertenceriam ao grupo político opositor.

Fatos são apurados em um inquérito policial, na delegacia de Ituporanga – Foto: Divulgação/Polícia Civil/NDFatos são apurados em um inquérito policial, na delegacia de Ituporanga – Foto: Divulgação/Polícia Civil/ND

A assessoria de imprensa do vereador contactou o portal ND+, e deu detalhes sobre o depoimento do agricultor. Disse que o grupo teria invadido o bar do pai dele e ameaçado matar os dois.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Os fatos, segundo relatado em nota, ocorreram porque o parlamentar teria fotografado a comercialização de bebidas alcoólicas durante a inauguração da quadra poliesportiva de uma escola municipal.

Assessoria do vereador enviou as fotos registradas por ele, que confirmam a comercialização de bebidas alcoólicas em uma escola do município – Foto: Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/NDAssessoria do vereador enviou as fotos registradas por ele, que confirmam a comercialização de bebidas alcoólicas em uma escola do município – Foto: Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/ND

Ainda segundo o depoimento de Maique, o grupo formado por oito opositores políticos que invadiu o estabelecimento, estava acompanhado do diretor da escola.  “O bar já estava fechado, mas eles arrombaram a porta armados, e ameaçaram matar a mim e ao meu pai. Eu corri e eles me pegaram no terreno do lado de casa”, relata o vereador.

Vereador teria usado faca para se defender

Maique teria conseguido correr, levando uma faca, mas foi derrubado pelos adversários no chão do terreno vizinho. Ele disse que caiu de bruços sendo agredido com socos e coronhadas na cabeça.

“Para tentar me defender, puxei a faca, mas acabei me ferindo na barriga antes de atingir um deles na perna”, reconhece o vereador. Depois disso, Maique desmaiou, sendo encontrado depois por um vizinho que o levou para o hospital. Ele ficou internado em um hospital de Brusque, devido à gravidade dos ferimentos.

O vereador enviou fotos de como ficou após a agressão, bem como a comercialização de bebidas alcoólicas na escola.

  • 1 de 3
    Vereador enviou as fotos anexada no Boletim de Ocorrência - Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/ND
    Vereador enviou as fotos anexada no Boletim de Ocorrência - Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/ND
  • 2 de 3
    Ferimentos teriam ocorrido após ele ser espancado por oito pessoas - Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/ND
    Ferimentos teriam ocorrido após ele ser espancado por oito pessoas - Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/ND
  • 3 de 3
    Assessoria do vereador enviou as fotos registradas por ele, que confirmam a comercialização de bebidas alcoólicas em uma escola do município - Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/ND
    Assessoria do vereador enviou as fotos registradas por ele, que confirmam a comercialização de bebidas alcoólicas em uma escola do município - Arquivo Pessoal/Assessoria Jurídica/ND

Legítima defesa

Sobre o uso de uma faca durante a briga, a advogada do legislador, Chelly Cim, alega legítima defesa. “Quando eu observei a situação não tive dúvidas de que o Maique estava caído de bruços no chão e, na tentativa de legítima defesa, feriu a si mesmo e outra pessoa que estava de pé sobre ele”, afirma.

Diretor nega envolvimento

O diretor da escola nega que tenha tido participação na confusão. Questionado sobre o assunto, ele reforçou o conteúdo da nota da administração municipal, após a publicação da matéria sobre a briga generalizada.

Segundo ele, a briga não teve relação com o evento de inauguração da quadra poliesportiva, realizada pela administração municipal. “Não foi um evento organizado pela escola”, ressalta.

A Secretaria de Administração de Leoberto Leal publicou uma nota, no dia 25 de abril, comentado o ocorrido. “No decorrer do evento público não houve nenhum registro de intercorrência ou desentendimentos no local do evento, sendo que transcorreu de forma tranquila até o seu encerramento”, garante a nota.

Inquérito Policial

O imbróglio está nas mãos do delegado Fernando Padilha Figueiredo, da delegacia de Polícia de Ituporanga. Segundo ele, há um Inquérito Policial em trâmite que irá apurar os fatos. Algumas oitivas já foram realizadas e outras diligências ainda estão por vir.

Dois bares

A autoridade policial explica que, conforme o que já foi revelado, são dois bares, um em frente ao outro; cada um pertencente a um dos grupos políticos. As versões colhidas até agora dão conta de que um dos grupos teria ido comprar cigarros no estabelecimento do oponente político. A venda foi negada e a confusão teve início.

As rixas políticas no município são antigas, conforme o delegado, fato que exige uma investigação ainda mais minuciosa.

A advogada do vereador agredido informou que a venda de cigarros foi negada para evitar a confusão.

Tópicos relacionados